Advogado desmente acusação de “sabotagem” feita pelo prefeito e que existam defensas na Estação do Proama como afirmou governador

proamaNem existe sabotagem ou terrorismo por parte de algum inimigo imaginário (já que nunca se diz o nome) como tem alardeado publicamente, há semanas, o prefeito Artur Neto, e nem existem defensas (sistema de defesa contra colisões) na Estação do Proama como afirmou o governador José Melo, ao dizer em entrevista que o acidente em que uma balsa colidiu contra a estrutura do Proama só não foi pior por causa das defensas. Os desmentidos às declarações do prefeito e do governador vieram do advogado que representa a empresa FT Soares Comércio e Navegação, Antonio Eduardo Santa Cruz Abreu, proprietária da balsa que no dia 24 do mês passado bateu na estrutura da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Programa Água para Manaus, provocando avarias na estação, e fazendo com que mais de 500 mil pessoas ficassem sem água em Manaus – as mesmas 500 mil que não tinham água antes da existência do Proama.

O advogado desmontou a teoria da conspiração criada prefeito Artur Neto de que o acidente teria sido proposital, ao explicar em entrevista para o site de A Crítica que o acidente foi causado por “uma pane mecânica na corrente de transmissão que deixou o rebocador da balsa sem leme. Com a quebra da correia, a embarcação ficou sem direção e foi levada pela correnteza do rio, se chocando com os pilares da ETA”. Ele refutou as declarações de Artur Neto de que a balsa teria sido levada ao local, ao explicar que se a embarcação tivesse em velocidade, “se tivesse sido jogada contra a estação”, conforme o prefeito colocou sob suspeição, não teria sobrado era nada da estrutura do Proama. “Não teria ficado pedra sobre pedra”, afirmou.

Antonio Abreu também contestou às declarações dadas pelo governador José Melo (ver vídeo), em entrevista de rádio, que o acidente só não teve maiores proporções por causa da existência de defensas nos pilares da estação de tratamento. Segundo Antonio, isso não existe na estrutura do Proama, o que existe seria somente uma boia que não suporta sequer o choque com uma embarcação de pequeno porte.