Advogado suspeito de tentar matar sua ex-namorada é preso em Manaus (ver vídeo)

Foto: Natasha Pinto/GDC

O advogado Marcelo Oliveira Gonçalves, de 40 anos, foi preso em Manaus, na manhã desta quinta-feira (8). O suspeito está sendo investigado pela tentativa de feminicídio contra a ex companheira, Teresa Victoria Mota Pinheiro, de 22 anos. Marcelo nega o crime, e acusa a Teresa de ter se automutilado.

Foto: Polícia Civil

Ele foi preso na casa da mãe, localizado no conjunto Petros, bairro Aleixo, zona Centro-Sul da capital. Marcelo tentou fugir com a chegada dos policiais, mas foi capturado no quintal da casa ao lado. A Delegada Débora Mafra, cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do advogado, localizado em um condomínio na Avenida Torquato Tapajós. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o suspeito levava mulheres na residência.

Conheça o caso

O advogado Marcelo Oliveira Gonçalves, de 40 anos, será indiciado por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, uma jovem de 22 anos. O acusado teria supostamente tentado matar a vítima no dia 21 de março, na rua Oscar Cordeiro, Conjunto Tiradentes, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. Segundo a polícia civil, o suspeito alegou que o motivo para cometer as agressões seria porque ela – a vítima – teria usado o carro que ganhou -dele- para “putaria”.

Em entrevista ao Radar, a delegada Débora Mafra, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), contou que a jovem procurou a unidade policial após sofrer o atentado. “Ela disse que uma pessoa, a mando do ex, falou que ela tinha que ir até um local para se encontrar com ele. E caso desviasse do trajeto, aconteceria algo pior com ela. Com medo ela foi no local, e um outro carro a seguiu até o endereço. O advogado entrou no carro e começou a sessão de pancadaria até ela desmaiar”, disse a delegada.

A jovem teria acordado no local e recebeu ajuda de uma vizinha do advogado, que chamou uma ambulância para encaminhá-la ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste. “Ela estava muito machucada nos olhos, mordidas no corpo e marcas de esganadura no pescoço. Após receber alta, a vítima foi até a sede a DECCM, contou tudo e solicitou uma medida protetiva contra ele”, relatou.