Aeroporto de Manaus é retirado pelo STJ de leilão do governo federal

Foto: Divulgação/Infraero

Reconsiderando a própria decisão, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, decidiu nesta terça-feira (20), retirar o Aeroporto Internacional de Manaus, Eduardo Gomes, do leilão de concessões realizado pelo Governo Federal no último dia 7 deste mês.

A decisão, restaura uma medida cautelar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que já havia excluído o terminal do plano de desestatização do governo federal, mas tinha sido parcialmente suspensa por Martins. Nesse momento, o aeroporto de Manaus deixa de fazer parte do Bloco Norte, que foi arrematado pela empresa Vinci Airports por R$ 420 milhões.

Em nota, a Agência Nacional de Avião Civil (Anac) informou que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão referente à alteração do leilão.

Sendo assim, permanecem no bloco norte os terminais de Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Boa Vista (RR), Tabatinga (AM) e Tefé (AM).

Leilão do Aeroporto de Manaus

O leilão de aeroportos, realizado no dia 7 deste mês, atraiu investidores e garantiu ao governo federal uma arrecadação inicial de R$ 3,302 bilhões.

Foram leiloados três blocos de aeroportos, entre eles, a surpresa da disputa foi a proposta da francesa Vinci, que administra o aeroporto Charles De Gaulle, em Paris e disputou todo o bloco Norte, que teve como principal aquisição o aeroporto de Manaus (AM), por onde escoa boa parte das exportações realizadas pela Zona Franca.

O grupo francês, que já opera o aeroporto de Salvador (BA), comprou o bloco pelo valor de   R$ 420 milhões, contra o lance de R$ 50 milhões do consórcio Aerobrasil.