Aí de vós, escribas e fariseus hipócritas!

Nesses últimos dias ao me deparar com a prisão, na última terça-feira (07), do pastor-presidente da Assembléia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), Marcos Pereira da Silva, sob suspeita de estupros, homicídios, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, só me veio a mente os versículos de Mateus (23: 23-29) : “Ai de vocês, escribas e fariseus hipócritas, pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundície”….”Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade”.

Filhos do inferno

E, ontem, lendo mais uma notícia, desta vez sobre as atividades religiosas do pastor dentro da cadeia onde, segundo seu advogado já teria convertido para Cristo vários detentos, lembrei novamente desses versículos: “Aí de vós, mestres das leis e fariseus hipócritas, porque peercorrem terra e mar (e na cadeia também) para fazer um convertido e quando conseguem, vocês os tornam duas vezes mais filhos do inferno do que vocês”.

Condutores cegos

Na mesma matéria, o jornalista explicava que Marcos Pereira, líder da ADUD apontava como “instrumentos do demônio”, a televisão e até a coca-cola. As seguidoras da igreja têm que se vestir com uma tunica que vai até o tornozelos. Mais uma vez, o mesmo trecho da Bíblia, a Palavra de Deus, desmistificar esse tipo de falso moralismo, em que se vê a maldade e o pecado em coisas materiais, e se esquece que “o mal é o que sai da boca do homem”, as injúrias, as perseguições, a maldade, a inveja…  : “Condutores de cegos! Que coais um mosquito e engolis um camelo!

 Sem “furo”,  mas com conteúdo

Ontem, um grande amigo jornalista, por quem temos o maior respeito, que já sabia que tínhamos desde o início da semana conhecimento sobre as denúncias do abate e da comercialização de carne contaminada por brucelose em municípios do interior, Envira e Eirunepé, disse que, assim que soubemos dos fatos deveríamos ter publicado, porque houve quem publicasse a notícia na nossa frente, o mesmo que, em linguagem jornalista, termos levado um “furo””quando poderíamos ter dado o “furo – a notícia em primeira mão. Mas, depois que expliquei, nosso companheiro jornalista entendeu aquilo que nos propomos aqui no Radar. Como estava escrito nos outdoors do Radar, nosso lema é: “o que o povo quer ler e alguns querem esconder”. Não nos importamos em dar a notícia depois, mas queremos que ela tenha as verdades do povo, o mal que es tá sendo causado aos cidadãos dessa terra, os responsáveis pelos desmandos e a busca de soluções para os problemas. Esse é o “furo” que queremos dar, porque for a disso disso estaríamos preocupados apenas com notícias frias e letras “mortas”.