Anúncio Advertisement

E depois ainda andaram falando que o Radar estava captando e transmitindo sinais errados

Há meses atrás, quando o Plano Diretor de Manaus ainda nem tinha chegado na Câmara Municipal de Manaus, ainda estava na Prefeitura, lá pelo bandas do Implurb, com o secretário Roberto Moita, o Radar já tinha captado umas conversas de corredores da Prefeitura e, é lógico, transmitiu a seguinte mensagem: “Se a questão da participação popular no Plano Diretor tem sido tão complicada, os interesses das grandes construtoras da cidade já estão no anteprojeto  do Plano Diretor que será enviado para a CMM. Uma dessas alterações feitas no atual  Plano Diretor é o limite na quantidade de andares (o que significa aumentar a altura) dos prédios a serem construídos em Manaus. Atualmente o limite é de 18 andares, e as construtoras querem aumentar para 25 andares. E ainda construir esses enormes “espigões” em áreas da cidade como a Ponta Negra onde esses imensos prédios tapariam a visão das belezas naturais do local e impediriam a circulação dos ventos vindos da orla”. Aí, o que mais teve foi figurinha carimbada da Prefeitura ligando e dizendo que o nosso Radar tinha captado tudo errado, que não dava pra gente ficar antecipando coisas que ninguém tinha ouvido sequer comentar, perguntando ainda de onde a gente tinha tirado essa história de prédio de 25 andares. Pois, tudo aquilo que foi transmitido pelo Radar, agora está sendo divulgado pela imprensa local. Então, os sinais do Radar estavam ou não estavam certos?

Privatização

Num dos jornais locais, o presidente do Conselho Estadual de Arquitetura e Urnabismo, Jaime Kuck e o presidente do Instituto Amazônico da Cidadania, Hamilon Leão, criticam o anteprojeto do Plano Diretor de Manaus feito pela Prefeitura, exatamente onde fica autorizado o aumento de 18 para 25 andares, em áreas da orla da cidade. Segundo Kuck, a autorização dada pelo Poder Público para as construtoras, significa a privatização dessas áreas, enquanto Hamilton Leão fala que os prédios, cada dia mais altos, estão diretamente ligados ao aumento da temperatura e das ondas de calor.

Moita

Já o presidente do Implurb, Roberto Moita, defendeu o anteprojeto do Plano Diretor com o argumento que ele aumenta a densidade urbana de Manaus – ele deve estar falando em aumentar a densidade urbana do povo que tem mais de R$ 1 milhão pra comprar um apartamento e precisa urgente de espaço na orla, não é mesmo?