Aleluia, Senhor! Presidente Messias com soluço e sem motoca

Esse texto, num primeiro momento, ia ter como título “Bendito soluço!”, pois não nego que, quando soube dos acessos de soluço do presidente Messias Bolsonaro, imediatamente me veio a mente o pensamento de que, quando alguém tem crise de soluço, fica com dificuldade de falar, o que faria com que, pelo menos por algum tempo, não fossemos mais obrigados a conviver com os acessos de loucura do presidente e a verborragia de mentiras e sandices.

E, quando eu pensei que a situação não poderia melhorar, vi que dava pra ficar ainda melhor! Por causa do soluço, Bolsonaro não vem mais para comandar sua trupe de Bolsominions amestrados numa motociata que seria feita em Manaus, no dia 17 de julho, sábado que vem.

Além da trégua aos meus ouvidos e a minha sanidade mental não tendo mais que sequer ouvir a voz de Messias Bolsonaro, também não terei que aturar sua presença em Manaus dando passeio de motoca pelas ruas da minha cidade tantas vezes esquecida na pandemia com o caos que se instalou na saúde pública, mas principalmente quando precisamos de socorro diante de dezenas de pessoas morrendo asfixiadas.

O passeio de moto de Bolsonaro pela minha cidade seria mais um escárnio a enfrentar nesta pandemia, mais uma das inúmeras vezes em que o presidente Messias Bolsonaro “dançou” sobre os mortos, vítimas da irresponsabilidade, da omissão e da incompetência de um governo que agora está sob suspeita de corrupção até mesmo com dinheiro destinado a pandemia, acusado de ter enriquecido laboratórios de remédios ineficazes com a compra do Kit Covid e ter negociado propina ao invés de apenas comprar vacinas.

Sei que vai ter quem ache que estou sendo cruel com Bolsonaro que está hospitalizado, mas assim como o presidente ao falar dos mortos por Covid-19 se achou no direito de não respeitar os parentes e amigos essas pessoas ao dizer: “não sou coveiro”, euzinha me acho no direito de dizer sobre a doença de Bolsonaro: “não sou médica”.