Além do corte de 10% em benefícios, funcionários da Assembléia reclamam que presidente não pretende pagar reposição salarial

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Em nota enviada ao Radar nesta segunda-feira (25), servidores da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) reclamam dos cortes de gastos feitos pelo presidente da Casa, deputado Josué Neto, alegando que os funcionários estariam sendo os maiores prejudicados. “O reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 788,00 para 880,00, ou seja, um reajuste de 11,57, que é basicamente a reposição da inflação no período, criou nos servidores efetivos da ALE a expectativa de que essa reposição contemplaria seus salários no mês de marco/2016, data base dos servidores No entanto, funcionários já tem informações concretas que esta reposição ainda não está autorizada pelo presidente Josué Neto, mostrando-se insensível as necessidades dos servidores”, criticam.

Eles lembram que, em 2015, esta reposição foi paga no mês de abril, com efeitos retroativos ao mês de março. “Já este ano, em vez da reposição devida, os servidores estão sendo contemplados neste mês de abril, com redução de 10% na produtividade e nas funções gratificadas, e 37% nas bolsas de estudos, por conta das medidas adotadas para “contenção de despesas” da Casa”, criticam. Eles questionam o fato de não terem sidos consultados ou sequer terem sidos prevenidos sobre adoção dessas medidas.

Os servidores dizem entender as medidas de contenção de despesas, mas não aceitam que os funcionários tenham que perder seus direitos por conta disso. Os funcionários disseram que pretendem apelar para deputados que, segundo eles acreditam, não concordam com as medidas tomadas pelo presidente Josué Neto. Eles dizem não aceitar de forma alguma que a data-base não seja cumprida. (Any Margareth)