Alessandra cobra valorização salarial de servidores da SSP

A vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputada Alessandra Campêlo (MDB), denunciou, nesta quarta-feira (13), que os servidores administrativos dos níveis Médio e Superior da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AM) estão com os salários defasados em relação a outras pastas da Administração.

De acordo com um relatório apresentado pela deputada, a diferença salarial entre as secretarias é enorme e a necessidade de uma revisão é emergencial. Na SSP, os trabalhadores do Nível Médio recebem R$ 771,54 de salário base, enquanto na Seduc o valor de partida é de R$ 2.107,72, na Polícia Civil é de R$ 3.600,00 e na Sefaz é de R$ 11.564,86. A diferença é anda maior no Nível Médio, que fica nos seguintes valores: R$ 1.285,90 (SSP), R$ 3.517,78 (Seduc), R$ 5.500,00 (Polícia Civil) e R$ 23.433,17 (Sefaz).

“Esses servidores foram chamados, mas eles precisam de uma revisão do plano de cargos, carreiras e salários com urgência”, disse Alessandra, acrescentando que vai agendar uma reunião com o secretário de Segurança (Coronel Bonates) para intermediar uma solução da demanda. “Quero pedir também o apoio dos deputados para que a gente consiga junto ao Governo achar uma solução para esses servidores da Segurança Pública”, emendou a deputada.

Na tribuna, Alessandra explicou que esses servidores ingressaram no serviço público ainda na administração do ex-governador cassado José Melo. São 320 trabalhadores concursados nessa condição e atuação deles se dá em setores como o monitoramento prisional e de tornozeleiras, operação do sistema 190, logística, administração, corregedoria, institutos de criminalísticas e identificação, delegacias especializadas, entre outros.

Reenquadramento

Na reunião que Alessandra vai agendar com o Governo, os representantes da associação dos servidores estatutários da SSP vão solicitar o reenquadramento administrativo proporcional ao PCCR da Polícia Civil, já que exercem o mesmo serviço de apoio administrativo à atividade policial exercido pelos administrativos da PC. O impacto financeiro do reenquadramento previsto gira em torno de R$ 636 mil/mês.

Os servidores da SSP também lutam pela equiparação do vale alimentação aos demais servidores do Estado – atualmente eles recebem R$ 300 por mês, enquanto os demais recebem R$ 600.

Com informações da assessoria da parlamentar.