Alfredo Paes diz que não pode garantir pagamento de nenhuma data-base de servidor público

A tríade de secretários do Governo de Estado que esteve nessa quarta-feira (22) na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), Alfredo Paes (Sefaz), Sidney Leite (Casa Civil) e Estevão Monteiro de Paula (Seplan) – esse último entrou mudo e saiu calado – para serem sabatinados sobre o Projeto de Lei Orçamentária Anual 2018 usou a conhecida técnica do “embromeichon” – aquela do fala, fala e não diz nada – para tratar da receita do Governo e as despesas feitas com esses recursos.

O secretário de Estado da Fazenda, Alfredo Paes, desconversou sempre que foi questionado pelos deputados sobre os direitos trabalhistas dos servidores públicos previstos em Leis que não estão sendo cumpridas, como por exemplo o reescalonamento da Polícia Civil e as promoções da Policia Militar, pagos em parte pelo Governo interino de Davi Almeida. E, ao ser questionado pelo Radar, durante entrevista coletiva, se o servidor público poderia contar com o pagamento de pelo menos uma data-base, dos quatro anos que estão sem reposição salarial, a resposta de Alfredo Paes foi um sonoro “não”.

Exatamente como fez o secretário de Estado da Saúde, Francisco Deodato, muitas das indagações feitas pelos deputados foram denominadas de “detalhes” e ficaram sem resposta. “Esses detalhes, a gente vai analisar e todos os questionamentos que não foram respondidos nós vamos encaminhar por escrito dando uma posição, principalmente, em relação a esse passivo dos servidores que é muito grande, e já fazem quatro anos”, disse Paes.

As frases mais usadas por Alfredo Paes e Sidney Leite foram: “estamos fazendo um levantamento” e “o governador vai fazer uma avaliação e tomar uma posição”. E mesmo dizendo aos repórteres que reconhece que os servidores “têm uma série de direitos que são legais e estão parados há quatro anos”, veja o que diz Paes quando perguntado se ele pode garantir pelo menos o pagamento de uma data-base

Radar – Quer dizer que mesmo com quatro anos de atraso não dá para afirmar que haverá pagamento de alguma dessas datas-bases?

Alfredo Paes: Não, porque temos um problema sério que é o limite prudencial e o Estado está acima desse limite. Há necessidade de enxugar a máquina de fazer um trabalho na folha de pagamento e ter folga para fazer isso. Nós estamos acima do limite prudencial O limite é 46,55% da receita corrente liquida, nós estamos hoje com 47,21%. A própria LOA 2018 está acima do limite, porque não tivemos tempo de fazer um ajuste na lei, pois tivemos menos de 30 dias pra isso”.