Aluna aposta em 'ginástica cerebral' como preparação para Enem

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A estudante Hebe Soledad Simões Gomes, de 23 anos, aposta em um método de “ginástica cerebral”, que envolve jogos que estimulam o raciocínio lógico, concentração, memória e criatividade, como preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A jovem, que foi diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) na infância, tenta há três anos conquistar uma vaga em curso superior de medicina, em Goiânia. Para ela, o treinamento trouxe confiança de que ela terá um bom resultado na prova deste ano.

“Tenho certeza que tenho mais rapidez, principalmente em cálculos. Também estou tendo mais malícia para resolver exercícios de lógica. Até para leitura eu tenho impressão que fiquei mais rápida”, diz.

Hebe conta que foi a mãe, que é neurologista, quem incentivou a filha a praticar o método. “No começo da minha jornada em vestibular, eu não tinha levado muito a sério meus estudos. Então, eu levei um tempo para ganhar maturidade para tentar o curso que eu quero”, diz.

Ela relata que frequentou as aulas por um ano e meio, mas parou quando as atividades do cursinho se intensificaram. Entretanto, ela segue praticando, em casa, os exercícios para raciocínio. Hebe está segura de que o que aprendeu também será útil quando ela já estiver na universidade. “Eu vou precisar estudar muito, são horas e hora de estudo, tenho certeza que vão me ajudar a ter foco no momento do estudo”.

Método

O método estudado pela aluna foi criado por um engenheiro do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) com a intenção de ajudar a formação acadêmica dos filhos. As atividades desenvolvem o potencial criativo do aluno, estimulam a concentração e a persistência.

Segundo a estudante, sua maior dificuldade foi em exercícios com ábaco, um antigo instrumento para cálculo. Entretanto, hoje ela já considera que exercício é o seu preferido. Além dele, os estudantes praticam mais de 60 tipos de jogos, como caça-palavras e o tangram, um tipo de quebra-cabeça chinês.

Segundo uma das professoras do método, Érica Vilela, o ideal é que o estudante que deseja se preparar para o vestibular comece a fazer os exercícios pelo menos desde o 1º ano do ensino médio. “Os resultados começam a partir de seis meses. Você não consegue melhorar de uma hora para outra. Tem que mudar um hábito, a forma de pensar. Isso é algo que leva tempo”, diz.

Para alcançar o resultado, o ideal é que o aluno faça aulas uma vez por semana, com duração de duas horas, além de se dedicar diariamente, por 15 minutos, à resolução de exercícios em casa. Hebe garante que a dedicação não é sinônimo de sofrimento. “Para mim, é até um momento de relaxar, depois de tantas horas de estudo do material do cursinho. Os exercícios são divertidos”, afirma a vestibulanda.

Fonte: G1