Alunos da Smart Fit fazem filas para cancelar a matrícula

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Foto: Reprodução Veja

Alunos da rede de academias Smart Fit começam a fazer filas enormes para o cancelamento de contratos por conta da crise econômica e pelo fato de o bolsonarista Edgard Corona, acionista da empresa, ser alvo de investigação do STF no inquérito sobre fake news. Em uma unidade no centro de São Paulo, mais de 20 alunos aguardavam para a oficialização de suas saídas.

A rede de academias Smart Fit tem registrado grandes filas de clientes para fazer o cancelamento de matrículas. Na unidade da Rua Barão de Limeira, no centro de São Paulo, mais de 20 alunos aguardavam em fila para assinar a ruptura de contrato na tarde desta terça (14). Acionista da empresa, o bolsonarista Edgard Corona foi alvo uma da operação da Polícia Federal, em maio, quando agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no inquérito que investiga a propagação de fake news. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Até dezembro de 2019, a rede Smart Fit contava com 2,5 milhões de alunos e 730 unidades espalhadas por dez países. O fundo canadense CPPIB comprou 12,4% do grupo por R$ 1,07 bilhão, avaliando a companhia em 8,6 bilhões. A aquisição aconteceu em novembro passado.

Atualmente, a Smart Fit amarga os efeitos colaterais da reabertura econômica. De acordo com informações de Veja, há mais gente na fila para cancelar o contrato do que dentro da academia treinando. A unidade da Rua Barão de Limeira tem 4.000 alunos cadastrados. Quando eclodiu a investigação do Supremo, a fachada da unidade amanheceu pichada como forma de protesto. A rede pintou o local no mesmo dia.

No site Reclame Aqui, várias pessoas reclamaram da impossibilidade de fazer o cancelamento por plataformas digitais. A empresa exigia que esperassem as portas das unidades abrirem. O Procon acionou a empresa por dificultar o cancelamento.