Alvo de difamações, ex-secretária executiva da Sejusc aponta ilegalidades no uso da máquina pública

A ex-secretária executiva da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, (Sejusc), Ana Regina Almeida, concedeu uma entrevista exclusiva ao Radar em resposta às notícias, segundo ela, difamatórias das quais vem sendo vítima. Ana Regina contou como foi deslocada da Casa Civil do Governo do Estado para a Sejusc com a “missão” de fazer um levantamento das atividades da pasta que, por definição, deveria estar a serviço da população no desenvolvimento de ações de justiça e cidadania.

“Fui nomeada para fazer um retrato do que estava acontecendo na secretaria. Entrei como técnica, para fazer um trabalho independente de qualquer coisa, credo, gênero ou partido político”, argumenta Ana Almeida.

Segundo informações da ex-secretária, corroboradas por documentos que ela mostrou na entrevista, a estrutura da secretaria está toda à serviço do deputado federal, Silas Câmara, que encheu o quadro funcional de apaniguados pagos com dinheiro público.

Ela mostrou como os barcos do Governo, os denominados PAI, e ainda os PACS, e até os ônibus de atendimento às mulheres (carretas da mulher) que deveriam estar à serviço da população, na verdade são usados para captação de votos para a reeleição do deputado federal, e de um dos seus apadrinhados, o ex-secretário Clizares, apontado como candidato de Silas a deputado estadual.

O nível de aparelhamento da máquina pública é tão sério, segundo Ana Almeida, que até a diretoria financeira da secretaria, é controlada pela cunhada do deputado federal, que emprega desde o filho, o sobrinho, assim como vários outros parentes.

A ex-secretária diz que viu necessidade de tornar isso público já que está sendo alvo de ataques caluniosos sem tem direito a qualquer defesa por parte do Governo a quem serviu com fidelidade e competência. Ana Almeida diz ainda que todos os relatórios que enviou à Casa Civil, ao Controlador do Estado e ao próprio governador, Amazonino Mendes vão ser enviados aos diversos Ministérios Públicos, do Estado, de Contas, Federal, do Trabalho e Eleitoral, junto com os documentos que comprovam as ilegalidades para as devidas apurações de responsabilidade.

O Radar pincelou partes da entrevista que durou quase uma hora, ao vivo, mas a Live, na íntegra, está no nosso Facebook.