AM é o 2º Estado da Região Norte com maior número de candidatas nas eleições 2018

O Amazonas é o segundo Estado da Região Norte com maior número de candidatas nas eleições deste ano. Com 238 candidaturas de mulheres, o Estado fica atrás apenas do Pará, onde 263 mulheres registraram a candidatura à disputa eleitoral.

Em toda a região Norte foram registradas 1.321 candidaturas de mulheres neste ano. No Brasil, o número chegou a 8.435 candidatas. As candidaturas de mulheres da Região Norte representam 29,8% do total de candidatos na Região e 15,66% das candidaturas femininas em todo o Brasil.

No Amazonas, desde as eleições em 2014 o número de candidaturas de mulheres aumentou infimamente: em 2014 foram 235 candidaturas e, este ano, o número aumentou para 238 – apenas três mulheres a mais em um período de quatro anos.

Das 238 candidatas no Amazonas, há 190 candidatas na disputa por uma das vagas na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), que atualmente tem uma mulher no Parlamento, a deputada estadual Alessandra Campêlo; 39 candidatas à Câmara Federal, que atualmente tem apenas uma representante do Amazonas, a deputada Conceição Sampaio (PSDB); uma candidata ao Governo do Estado; seis candidatas ao Senado (sendo uma ao cargo e outras cinco suplentes); e três candidatas a vice-governadoras.

Pela legislação, 30% é o percentual mínimo de candidaturas do sexo feminino por partido. Em 2014, as mulheres representavam 8,1 mil, ou 31,1% das candidaturas. Apesar da baixa evolução, analistas políticos consideram positivo o percentual registrado e observam mudanças na forma como as eleitoras devem escolher seus candidatos.

Em entrevista, o cientista político Valdir Pucci disse que apesar da pouca mudança significativa no número de candidaturas de mulheres em comparação com as últimas eleições gerais de 2014, a aposta dos partidos políticos é que o eleitorado feminino vai preferir votar em mulheres. Para ele, as mulheres também podem simbolizar o sentimento de renovação na política.

“A mulher não é identificada pelo eleitor como política tradicional, corrupta, ela é muito mais vista como sinal de renovação”, avaliou.

Segundo a legislação eleitoral, cada partido ou coligação tem que preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexos. Os partidos e coligações que não respeitarem o percentual mínimo entre os seus candidatos serão intimados pelos Tribunais Regionais Eleitorais a regularizarem a situação. Há duas opções para quem não atingiu a meta: registrar mais mulheres ou ‘cortar’ homens.