No Amazonas, mais de 500 mil pessoas não votaram num dia em que estranhamente até os ônibus sumiram de circulação

ruas vazias

O número de eleitores que deixaram de votar no domingo passado (26) corresponde a quase a votação de Braga, ou mais da metade da votação de Melo. Melo teve 869.992 votos (55,54%) e Braga 696.465 (44,46%). O número de pessoas que não foram às urnas, as chamadas abstenções, foi de 503.405 eleitores, o que poderia ter decidido a eleição a favor de Braga, ou ter referendado ainda mais a escolha de Melo para o Governo do estado, dando-lhe uma votação arrasadora.

No domingo, dia da votação de segundo turno, não teve uma pessoa que, ao falar sobre o clima de eleição não comentasse que a cidade estava parada, que as ruas estavam desertas, e nas seções de votação não havia sequer fila para votar. Uma reclamação constante de leitores do Radar pelo telefone era a falta de ônibus em circulação, o que obrigava que o usuário do transporte coletivo perdesse horas do seu domingo esperando por um ônibus, ou fosse obrigado a enfrentar o sufoco de ônibus superlotados, o que fez com que muitos eleitores desistissem.

Isso também ocorreu no primeiro turno, onde jornais como a À Crítica publicaram sobre a falta de ônibus na Zona Leste de Manaus. E como o Radar não escamoteia a verdade para seus leitores – diferente da dita imprensa “independente, imparcial e que só diz a verdade”  –  lembramos que essa é uma prática política de quem está no poder, retirar de circulação os ônibus dos redutos eleitorais onde os adversários têm mais eleitores. E cabe ao adversário estar preparado para tal artimanha nada republicana e democrática. (Any Margareth)