Amazonas não registra novos casos de infecção após consumo de queijo coalho

Amostras foram recolhidas pelos especialistas e estão sendo periciadas

Após sete pessoas serem internadas no fim de semana com quadro infeccioso no município de Itapiranga (localizado a 227 quilômetros de Manaus), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) informou, nesta terça-feira (7), que não houve o registro de novos casos no Estado. A suspeita é que as pessoas tenham se contaminado após consumirem queijo coalho.

O órgão disse ainda que não há qualquer laudo conclusivo de que o produto – produzido em uma fazenda em Itacoatiara – tenha sido, de fato, a causa da infecção em Itapiranga. Ainda assim, amostras do queijo coalho foram recolhidas da feira da cidade e das casas dos pacientes pelos especialistas e estão sendo periciadas.

Enquanto não há um resultado do estudo, a FVS-RCP alertou que não há recomendação de suspensão de consumo de queijo coalho.

Nesta terça-feira (7), feriado da Independência, os amazonenses aproveitaram para tomar o tradicional café regional com a família. Esse foi o caso da dona de casa, Marina Ferreira, de 63 anos. Ela aproveitou a manhã para levar os familiares para comer o tradicional X-Caboquinho, em um café regional no Dom Pedro.

“Eu sei que já teve o surto do tucumã, e agora tem até do queijo coalho. Só que eu não deixo de comer o meu tradicional café com o sanduíche do Amazonas. É gostoso demais!”, salientou a dona de casa.

Relembre o caso

Os pacientes informaram ter ingerido queijo coalho e apresentado os seguintes sintomas: náuseas, vômitos, dor abdominal e dor de cabeça.

“A Vigilância em Saúde está tomando as medidas necessárias e monitorando a situação. Estamos viabilizando amostra do queijo consumido para que seja analisado no Laboratório Central de Saúde Pública”, afirmou Tatyana Amorim, diretora técnica da FVS-RCP.

Após receberem atendimento médico no hospital local, os pacientes foram liberados e seguem o tratamento em casa. Equipes da FVS foram encaminhadas aos municípios de Itapiranga e de Itacoatiara para fiscalizar a venda e a origem do queijo coalho. A suspeita é que a contaminação tenha ocorrido pela condição precária na manutenção do produto ou no seu armazenamento.