Amazonas registra mais de 7 mil casos de malária nos dois primeiros meses deste ano

O dado representa aumento de 5,8% no comparativo com o primeiro bimestre de 2021

Foto: Jaqueline Macedo/ FVS-RCP

Somente em janeiro e fevereiro deste ano, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) registrou 7.424 casos de malária, sendo 3.937 em janeiro e 3.487 em fevereiro. O dado representa aumento de 5,8% no comparativo com o primeiro bimestre de 2021, quando foram registrados 6.990 casos notificados de malária, sendo 3.598 em janeiro e 3.392 em fevereiro de 2021 e foi divulgados nesta segunda-feira (11).

De acordo com a FVS, 16 atividades de campo com coletas entomológicas no primeiro trimestre deste ano, com o objetivo de controlar a malária são realizadas rotineiramente. A FVS atua para detecção de criadouros de vetor da malária, o mosquito Anopheles, capturando larvas e adultos do mosquito.

Segundo o subgerente de Entomologia da FVS-RCP, Ronildo Alencar, as atividades ocorrem rotineiramente e também visam observar as potencialidades do vetor diante de ações de controle em áreas rurais e florestais ao redor de Manaus. As capturas das larvas são feitas com coleta de água, por meio de conchas coletoras. Nas coletas entomológicas, os agentes de endemias identificam os pontos com criadouros que são alvo de atividade de pesquisa em Vigilância Ambiental.

As larvas e adultos coletados são utilizadas como material biológico para criação em laboratório, exposição em atividades de educação em saúde, como as que ocorrem em escolas e empresas; capacitação e provas biológicas de larvicidas e avaliação de mosquiteiros impregnados com inseticidas e para controle da malária.