Amazonas registra redução de casos de meningite; saiba como detectar sinais da doença

Neste domingo (24), é comemorado Dia Mundial de Combate à Meningite

Foto: Reprodução/ Secom Amazonas

No Dia Mundial de Combate à Meningite (24), dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) mostram que os registros da doença no estado reduziram 16,12%, no comparativo do primeiro quadrimestre deste ano com o de 2021. Em 2021 foram registrados 31 casos, de janeiro a 14 de abril, enquanto neste ano, no mesmo período, foram registrados 26 casos.

A doença infecciosa é causada por vírus, bactérias ou fungos que atacam as membranas que envolvem e protegem o sistema nervoso. Ao detectar os sintomas, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.

Sintomas

Os sintomas das meningites virais, quadro mais leve da doença, assemelham-se aos da gripe e dos resfriados. A doença acomete principalmente as crianças que apresentam febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez da nuca, falta de apetite e irritação.

A meningite bacteriana é mais grave e deve ser tratada desde o surgimento de sintomas, que incluem febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Os sinais na pele demonstram que a inflamação está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de infecção generalizada (sepse) aumenta. Nos bebês, a moleira fica elevada.

Infecção

A transmissão da doença ocorre pelo contato direto com secreções da boca, nariz ou faringe, e mais frequentemente por meio de espirro e tosse.

Após o diagnóstico de meningite com potencial epidêmico, como a meningocócica B e a causada pela Haemophilus influenzae b, o paciente deve ser isolado e realizar o tratamento com antibióticos específicos.

Neste caso, é realizada a notificação pela FVS-RCP e pela Vigilância Sanitária da Prefeitura de Manaus e, em seguida, uma equipe, de ambas as instituições, realiza o mapeamento identificando os contactantes e distribuindo medicamentos para profilaxia.

Prevenção

A mortalidade das meninges fica em torno entre 10 e 20% em alguns casos. Por essa razão, as medidas de diagnóstico, de contenção e controle devem ser rapidamente tomadas para evitar a disseminação, conforme o infectologista.

Para prevenir a meningite, é preciso manter a vacinação em dia; não compartilhar objetos de uso pessoal; reforçar os hábitos de higiene, lavando as mãos com frequência, especialmente antes das refeições; deixar os ambientes ventilados, se possível ensolarados, principalmente salas de aula, locais de trabalho e no transporte coletivo; e evitar locais com aglomeração de pessoas.

Imunização

Conforme dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Amazonas, a cobertura vacinal da Meningococo C, no período de 2017 a 2021, é de 67,27%. A meta da cobertura vacinal no estado é de 95%.

A rede pública de saúde disponibiliza a vacina contra as formas mais graves da doença: meningite tipo C para crianças (1ª dose aos 3 meses; 2ª dose aos 5 meses; e reforço entre 12 meses e 4 anos) e adolescentes entre 12 e 13 anos (1ª); meningite por pneumococo (a proteção está contida na vacina Pneumo 10) para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e reforço entre 12 meses e 4 anos).

Também são ofertadas no Sistema Único de Saúde (SUS) as vacinas contra meningite por Haemophilus influenzae (proteção presente na vacina Pentavalente): para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e 3ª dose aos 6 meses). A vacina contra meningite tuberculosa (a vacina BCG protege contra esse tipo da doença) é aplicada em crianças, ao nascer.

Os imunizantes são seguros, gratuitos e estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de responsabilidade das prefeituras municipais.

 

(*) Com informações da assessoria