Amazonas vai proibir táxi e colocar polícia na rua para evitar colapso da saúde

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O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSL), afirmou em entrevista à CNN, neste sábado (4), que se os casos de novo coronavírus continuarem crescendo na proporção atual o sistema de saúde do estado deve entrar em colapso na semana que vem. O estado já tem 260 casos confirmados e 12 mortos.

Nesta sexta-feira (3), o ministério da Saúde prevê que o estado seja o primeiro a ter a rede de saúde pública colapsada em razão da COVID-19.

“Pelo que temos de estrutura montada, a gente consegue mais uma semana. Então, se a gente continuar no ritmo que em que estamos, o sistema vai colapsar”, disse. “Ontem, recebi a informação de que dois grandes hospitais da rede privada já estavam no limite e que, a partir de hoje, já iriam precisar de leitos para colocar pacientes que apresentam síndrome respiratória”, completou.

Lima ainda disse que as medidas restritivas de isolamento devem ser ampliadas para 30 de abril e que, nas próximas horas, irá decretar proibição do transporte de passageiros em ônibus, lotações e táxis. “A situação é muito grave. Se as pessoas não ficarem e casa e a gente não limitar o trânsito, os casos vão chegar com uma rapidez muito maior e comprometer o sistema de saúde, que nos próximos dias vai colapsar. Não tem outro jeito”, avaliou.

Além disso, a partir de segunda-feira (6), o governador planeja colocar forças policiais nas ruas para impedir a circulação da população. “Só permitir que saiam às ruas as pessoas que têm necessidade extrema e apenas uma pessoa por família”, pontuou.

O governador afirma que o estado recebeu 15 respiradores do Ministério da Saúde, 18 das redes estaduais e comprou 200 aparelhos da China, mas, segundo ele, a carga foi confiscada pelos Estados Unidos.

“Nós precisamos de ajuda do governo federal. Hoje é uma questão de sobrevivência, pois os EUA estão confiscando EPIs, respiradores e outros equipamentos, porque vão garantir ou, pelo menos, amenizar para eles”, disse ele, acrescentando que espera uma ligação do presidente Jair Bolsonaro ao mandatário americano, Donald Trump, em buca de um tratamento especial para o Brasil. “Não só Trump, mas qualquer autoridade. É hora de procurar ajuda e salvar vidas”.