Amazônia Legal: projetos serão avaliados até dia 24

Segue até 24 de agosto o período para análise de mérito das propostas submetidas no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) na Amazônia Legal, que engloba os estados da região Norte, Maranhão e Mato Grosso. A abertura se deu em reunião virtual com a participação do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Benedito Aguiar e com a diretora de Programas e Bolsas da Coordenação, Zena Martins.

Oitenta propostas passaram pela fase de documentação e serão avaliadas nesta etapa do programa. Setenta e sete delas se enquadram no objetivo geral de consolidar os programas de pós-graduação (PPGs) das instituições sediadas na região da Amazônia Legal e três no de nuclear novas áreas de concentração. As propostas devem contribuir para a ampliação da formação de recursos humanos de alto nível além de fixar mais pesquisadores na região e aumentar a produção científica e tecnológica local.

Benedito Aguiar destacou que cerca de 30% dos PPGs do país têm nota 3 (avaliação mediana na CAPES, distante das de excelência: 6 e 7) e a Amazônia Legal tem índice ainda maior de iniciativas com essa avaliação. O programa é, portanto, uma das iniciativas da Coordenação para reduzir as assimetrias da pós-graduação brasileira, ao alavancar regiões historicamente não tidas como centrais. “A estratégia que temos utilizado na CAPES é a elaboração de programas especiais, de ação induzida, para que nós possamos ter um olhar diferenciado naquilo que é estratégico, independentemente da nota que está sendo observada naquele momento”, disse.

O presidente ainda falou em “alavancar vocações regionais”. Pensando nisso, o programa delimitou oito áreas estratégicas para as propostas. São elas: biotecnologia, biodiversidade, conservação e recuperação ambiental, saúde pública, doenças tropicais e tecnologias para o trabalho em saúde, combate e prevenção voltados ao enfrentamento de epidemias, engenharias, tecnologia de informação e comunicação, clima, energia e recursos hídricos, produção animal e vegetal sustentável e diversidade sociocultural, sustentabilidade e atividades socioeconômicas.

Cada proposta terá financiamento máximo de R$ 627,2 mil, dos quais R$ 200 mil vão para despesas de custeio e R$ 427,2 mil para bolsas. Estas terão um limite de oito por proposta — quatro de pós-doutorado (com duração de 12 meses), duas de doutorado (36 meses) e duas de mestrado (24 meses). A divulgação do resultado preliminar está prevista para 2 de setembro. No mesmo dia, será aberto o prazo para recursos, até 9 de setembro, cuja análise irá até 21 de setembro, um dia antes da publicação do resultado final no Diário Oficial da União, 22 de setembro. A implementação dos projetos tem início estimado para outubro.

Com informações da Capes.