Amazonino declara apoio a Braga ao Governo e o PDT entra num “chapão” que já reúne 11 partidos

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O ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT), diante de um auditório lotado, no Dulcila Festas e Convenções, nesta sexta-feira (06), declarou seu apoio à pré-candidatura do senador Eduardo Braga (PMDB) ao Governo do Estado. Com mais esta adesão, o PDT de Amazonino Mendes passa a fazer parte de “chapão” que reúne, até o momento, 11 partidos: Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Trabalhista Cristão (PTC), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Social Democrático Cristão (PSDC), Partido Ecológico Nacional (PEN), Partido Pátria Livre (PPL), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Republicano Brasileiro (PRB), Partido dos Trabalhadores (PT), e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

IMG_6619Amazonino, num retorno ao velho estilo de não ter meias palavras, disparou: “Estamos aqui não para celebrar uma negociata política. Foram três meses de longas conversas, onde chegamos a discutir bravamente, até rispidamente, ele comigo e eu com ele. Mas, foram conversas para extrairmos o que há de melhor em nós. Acabamos de elaborar juntos um programa ambicioso de Governo onde darei tudo de mim, sem o menor interesse”, afirmou Amazonino.

Amazonino disse não ter a menor disposição para atacar os adversários. “Essa boca não se abriria para injuriar”, disse Amazonino. Mas, não deixou de dar suas “peias”, mesmo sem dizer nomes, com destino certo aos adversários de Braga. “A política teve uma perda de qualidade. Criou-se a política da fuxicada”, classificou Amazonino acrescentando: “O Amazonas não deve ser presa, peça de motim. O Amazonas não pode ser prêmio de mesa de jogo, tem que ser consequência de trabalho”.

Ele lembrou do tempo em que esteve no Senado e destacou a dificuldade de se enfrentar um jogo político bem mais duro e complicado do que a política local. “Sendo assim, rendo minhas homenagens a Eduardo Braga que chegou pela primeira vez ao Senado e já foi consagrado o líder da maioria”, disse Amazonino.

Estou fazendo essa escolha pelo bem daquele que vai em um dos hospitais que construí no interior e não é atendido porque não tem remédio. Quero falar em nome dos meus alunos da UEA, quero ver a UEA suprindo a insuficiência técnica do Distrito, a UEA formando mão de obra. Quero a UEA dando cursos a noite pros alunos pobres que não podem estudar de dia. Quero deslocar o polo econômico para o interior”, declarou Amazonino explicando sua escolha por Braga, e alfinetando mais uma vez o adversário, arrematou: “Nós não queremos nenhum menino de recado no Governo”. Ele previu: “Se o povo for inteligente, e eu sei que o povo da minha terra é, vai eleger Eduardo Braga”.

No mesmo tom

IMG_6648Em tom semelhante ao de Amazonino, o pré-candidato ao Governo, senador Eduardo Braga, destacou a história do aliado na política. “Um homem que o povo amazonense fez tudo o que podia fazer numa democracia. Três vezes prefeito, três vezes governador e senador. Amazonino é um líder político que veio do enfrentamento da ditadura”, lembrou Braga, fazendo uso do estilo de Amazonino Mendes de partir para o confronto político “de frente e abertamente” até com a Ditadura para explicar as brigas que tiveram: “Qual é o irmão, quais são os amigo que não se desentendem?. Já brigamos muito, mas não nos apunhalamos pelas costas. Até nas famílias existem briga, só não há brigas quando existe hipocrisia. Mas nos enfrentamos de frente, sem punhal enferrujado. Ficando atrás das portas, com um punhal enferrujado pra cravar nas costas do outro”, declarou, mandando um recado com destino certo.

Braga fez duras críticas, segundo ele, pela falta de avanço nas políticas públicas. “O que o Prosamin andou nesses quatro anos? Por que parou? O dinheiro do Prosamin está depositado no BID, e por quê não continuaram as obras?”, questionou de novo. Segundo Braga, no interior, nos municípios onde tem andado, só tem propaganda. “Obra que é bom não tem. Vi uma escola em Itapiranga que passaram uma mão de tinta e botaram uma placa como escola de tempo integral. Não foi esse tipo de escolas que construímos, que entregamos ao povo”, criticou.

Ele também afirmou que o dinheiro para fazer as obras de mobilidade urbana também está depositado. “Por que não fizeram os projetos de mobilidade urbana? Não fizeram porque não quiseram ou porque não sabem fazer”, respondeu ele próprio a pergunta que fez, afirmando que todas essas obras e projetos estão no programa de Governo elaborado por ele e Amazonino. (Any Margareth)

Fotos: Zezinho Rodrigues

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