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Amazonino reclamou de déficit de R$ 500 milhões, mas triplicou ‘rombo’ no Governo

Foto: Clóvis Miranda/Semcom

Quando assumiu o Governo, em novembro de 2017, o ex-governador Amazonino Mendes (PDT) fez o maior estardalhaço, segundo ele, por ter “herdado” um déficit de R$ 500 milhões. Deste total, segundo ele, na época, R$ 200 milhões eram da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Amazonino assumiu com a promessa de “arrumar a casa”, mas pelo visto a promessa não passou de um slogan para campanha eleitoral.

A “casa” na verdade, levando-se em consideração declarações do atual governador, ficou é mais bagunçada do que estava. De acordo com dados da comissão de transição do governador Wilson Lima (PSC), o déficit de R$ 500 milhões encontrados por Amazonino atualmente totalizam mais de R$ 1,5 bilhão, ou seja, no mínimo triplicou. Sem contar uma dívida herdada de mais de R$ 800 milhões.

Engraçado – pra não dizer coisa bem pior – é que após os dados atualizados se tornarem públicos, o déficit de R$ 500 milhões anunciados por Amazonino em 2017 misteriosamente ‘saltaram’ para R$ 1,2 bilhão. Como em um passe de mágica, o ex-governador passou a alardear que o tal déficit de R$ 1,2 bilhão era só na Saúde.

Em nota divulgada em Dezembro de 2018 pela Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Amazonino afirmou que o “governador eleito receberá um quadro fiscal absolutamente equilibrado, com arrecadação crescente e gastos controlados”.

Para Amazonino, “o Governo do Amazonas fez o dever de casa.” Mas, segundo Wilson Lima, o ex-governador derrotado nas urnas adotou todas as medidas para atrasar o governo eleito, inclusive deixar um rombo de R$ 2,3 bilhões nas contas públicas – entre déficit e dívidas.