Amazonino troca reunião política com servidores por campanha no interior

O governador e candidato à reeleição Amazonino Mendes (PDT) desistiu de se reunir com os servidores públicos do Estado nessa quarta-feira (03), no Dulcila´s Festas e Convenções após o Radar vazar a agenda do governador.

Servidores que preferiram não se identificar com medo de represálias no Executivo estadual e na coordenação da campanha de Amazonino informaram que o ‘convite’ foi feito para todos os servidores desde a última segunda-feira (1) pelos secretários de Estado aos chefes de Departamento. Da mesma forma que foi feito o convite, foi feito o ‘desconvite’.

Segundo informações recebidas pelo Radar, a intenção da coordenação da campanha de Amazonino era levar, no mínimo, dez mil pessoas (leia-se: servidores públicos) ao Dulcila´s. Mas, segundo os servidores que também atuam pró-Amazonino, a reunião poderia ser brecada pela Justiça Eleitoral, causando mais rejeição ao governador.

A reunião também estava na mira do MP Eleitoral que já tinha recomendado a Amazonino que impedisse qualquer tipo de coação aos servidores comissionados para obrigá-los a participar de campanha eleitoral.

A depender das circunstâncias, a coação pode configurar abuso de poder político, que deve ser processado e punido por meio de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije).

A prática ilícita pode resultar na cassação do registro ou do diploma do candidato, além da decretação de inelegibilidade por oito anos, conforme o Artigo 22, inciso XIV, da Lei Complementar nº 64/90.