Amazonino X Omar: diário de uma guerra anunciada

Os sinais são visíveis de uma “guerra” que já começou antes mesmo do período eleitoral. Amazonino, nas coxias do Poder estadual, deixou claro aos seus correligionários que não quer a presença do senador Omar Aziz (PSD) e de seus parentes – irmãos principalmente – e aderentes – tipo Silas e Pauderney – na administração estadual. Ele anunciou que o amor acabou!

O Negão deu um “passa fora” na comunidade árabe, que fazia parte de suas trincheiras nas eleições suplementares do ano passado. A situação ficou ainda pior quando Amazonino descobriu que Omar quer mesmo é sua cadeira de governador. Amazonino agora que sentou nela, não quer mais ficar apenas um ano no Poder não! Ele quer é mais!

O senador só não anunciou publicamente, mas já disse pra meio mundo que é candidato ao Governo do Estado este ano e até vaticinou que nada de ruim vai lhe acontecer, porque está “blindado” por amigos poderosos, do tipo Michel Temer, pra quem disse amém (assim seja) em tudo que é votação de projeto do Governo Federal, até os mais antipáticos e impopulares.

E aí, mesmo ainda não declarada, a guerra foi anunciada. Veja os sinais meu povo! Um blog que faz dobradinha com um dono de rádio, do tipo dupla sertaneja João mineiro e Marciano, ambos da banda do senador Omar Aziz, de repente passou a dar espaço pra deputado estadual que larga a peia no Governo, como por exemplo Sabá Reis, aliado de todas as horas do deputado federal Alfredo Nascimento, ambos do PR – e lá está Omar e Alfredo juntos de novo meu povo!

Já o dono de rádio, passou quase a manhã inteira falando na assinatura da deputada Alessandra Campelo na CPI para investigar o mau uso do dinheiro da saúde pública do Amazonas que levou esse setor ao caos. O período de investigação da CPI atingiria governos passados, inclusive o de Omar Aziz que, junto com sua trupe, passa mal da saúde – inclusive do intestino – só de ouvir falar nesse negócio de saúde pública.

A dupla João Mineiro e Marciano passou a manhã entoando a mesma modinha de que a estadia da parlamentar em um hotel de São Paulo foi paga por um ex-secretário de Fazenda que por sua vez recebeu a benesse de Muhamad Mustafá, aquele que passou tempos sendo apontado como chefe do grupo criminoso que desviou dinheiro da saúde, pra depois a gente descobrir que os caciques da roubalheira eram outros.

Êta música perigosa essa que fala de estadia em hotel, diante de notas fiscais de milhares de reais pagos por José Melo por serviços nãos prestados, inclusive com pagamentos no apagar das luzes de seu governo quando Zé já estava cassado.

E sem contar que, coincidência ou não, Alessandra Campelo faz parte do grupo de Braga, que segundo as línguas bifurcadas da cidade, anda escolhendo mais o núcleo negão da estória do que a trupe árabe.

E como o Radar capta tudo que vem de lá ou de cá, essa guerra está só começando, e a gente não se importa de contar, até os detalhes sórdidos!