“Amor à causa pública”: publicidade do Governo vai custar R$ 44 milhões

O Governo do Estado anunciou nos últimos dias a suspensão de todos os contratos feitos por administrações passadas, inclusive de áreas essenciais como saúde e educação, para que os valores fossem revistos e ficasse determinado se os custos estavam adequados a tempos de crise econômica e corte de gastos. Dito e feito! Mas, no caso dos gastos com propaganda, o atual governo resolver ratificar um contrato milionário dos tempos do governador cassado, José Melo, no valor de R$ 44 milhões. É o que consta no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 17 deste mês.

De acordo com o DOE os valores estão sendo repassados referentes a “contratação de técnicas de publicidades, compreendendo o conjunto de atividades realizadas integradamente que tenham por objetivos o estudo, o planejamento, a conceituação, a concepção, a criação, a execução interna, a intermediação e a supervisão da execução externa, a compra de mídia e a distribuição de publicidade, para atender as necessidades da Secom (Secretária de Comunicação do Estado)”, diz a publicação. Aí está o motivo para a publicidade que está em vários pontos da cidade , em imensos painéis luminosos (os chamados Backlight), e em vários veículos de imprensa, com a descrição ‘Amor à causa pública’.

Na semana passada, o deputado Sabá Reis (PR) criticou a decisão do Governo do Estado em investir os R$ 44 milhões do orçamento em serviços de publicidade.

Conforme o parlamentar, o investimento é desnecessário e deveria ser investido na saúde, com a compra de aparelhamento dos hospitais públicos estaduais. Vários outros deputados fizeram coro com Sabá Reis.

Em resposta aos questionamentos do Radar sobre o contrato e sua destinação, o secretário de comunicação do Estado, Célio Júnior, confirmou que a licitação para a publicidade já vem desde o ano de 2016, no governo do professor José Melo (PROS). “Apenas homologamos uma licitação que vem se arrastando desde 2016. Ou fazíamos isso ou ficaríamos sem poder comunicar as ações de governo, que inclui utilidade pública e prestação de serviços nos próximos 12 meses”, respondeu o secretário.