Ao invés de tratar da segurança pública, governador manda comandantes ameaçarem com punição policiais que forem à reunião com Braga

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Policiais civis e militares que decidiram aceitar convites do candidato da coligação “Renovação e Experiência”, senador Eduardo Braga (PMDB), para participarem de reuniões onde serão expostas as propostas do candidato para a segurança pública e para a valorização da categoria, denunciaram ao Radar que estão sofrendo ameaças por parte de seus superiores, que acenam inclusive com a possibilidade de receberem punições caso participem desses encontros. As reuniões estão marcadas para a segunda-feira (08), com policiais militares, e na quinta-feira (11) com policiais civis.

Nas mensagens enviadas ao Radar, os policiais lembram que assim como qualquer cidadão têm o direito, de fora do horário de trabalho, participarem do processo politico e que a constituição lhes garante o direito de liberdade política e de escolherem, sem pressão de quem quer que seja, seus candidatos nas próximas eleições.

“Queremos conhecer as propostas pra a segurança pública por parte de todos os candidatos. Nós também temos família, e muitas vezes não estamos lá para protegê-la. Por isso precisamos que a segurança pública funcione para que, enquanto cuidamos de outras famílias, a nossa também esteja segura”, explica um dos policiais após declarar que irá ao encontro.

Outro policial, dessa vez militar, disse que pretende ir à reunião com Braga para “tirar de uma vez por todas algumas dúvidas que muitos policiais têm porque tem gente plantando fofoca de todo tipo dentro dos quartéis”. Ele conta que nas reuniões feitas pelo governador e um grupo de PMs que agem como cabos eleitorais dele, o que se houve é que se Braga ganhar vai cortar direito adquiridos pelos policiais, cancelar promoções, reduzir salários, e até perseguir membros da corporação. “Quero ouvir isso do próprio candidato. Eu tenho direito, como qualquer trabalhador, a perguntar se isso é verdade, ouvir suas respostas e tirar minhas próprias conclusões se ele está falando a verdade ou não. Não sou marionete do governador”, opine o policial. (Any Margareth)   

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