Aos milhares, professores em greve protestam em frente a sede do Governo

Com faixas, cartazes e carros de som, milhares de professores da rede estadual de ensino voltaram a protestar em frente a sede do Governo do Amazonas, na Avenida Brasil, Zona Oeste de Manaus, na manhã dessa quarta-feira (28). Segundo o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), os manifestaram pretendem repetir o ato na próxima semana, após o feriado da semana santa.

Sem acordo com o Governo do Estado, a paralisação geral por tempo indeterminado, foi deflagrada nessa quinta (22). De acordo a Asprom, 100% dos professores já cruzaram os braços na capital e cerca de 40 municípios do Amazonas também aderiram à greve. Em todo o Estado são 26 mil servidores da educação.

Nessa sexta-feira (23), no entanto, uma liminar da Justiça determinou a suspensão do movimento, após ação ingressada pelo Governo, que alega, entre outras coisas, “ilegitimidade da Asprom para representar os docentes da rede estadual de ensino, já que sua circunscrição de atuação restringe-se ao município de Manaus, sendo que se intitula legítima para liderar o movimento paredista aos docentes de todos o Estado”.

Em assembleia, a Asprom Sindical decidiu permanecer em greve, mesmo após a liminar da Justiça. Os professores devem entrar com recurso contra a decisão.

A categoria reivindica reposição salarial de 30% e mais 5% de aumento real de salário, totalizando um índice de 35%. Além disso, eles reclamam da suspensão do plano de saúde, do vale alimentação e ainda o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a classe.