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Apertem os cintos que o piloto viajadão sumiu

Sabe aquele filme “apertem os cintos que o piloto sumiu”? Pois estamos passando algo parecido com a situação do filme e tão sem graça quanto eu acho que são as comédias hollywoodianas. O “piloto” – governador Wilson Lima – dessa imensa “nave” que é o estado do Amazonas, sumiu, desapareceu, escafedeu-se, logo no início de governo, onde os próprios políticos definem que, nos primeiros cem dias, tomadas de decisão firmes e urgentes são obrigatórias para que uma administração tenha um futuro equilibrado e satisfatório.

Mas, o governo do novo não deve achar isso não! Fazendo pior do que os governos velhos, Wilson Lima vive viajando – o Radar fez ate o funk do viajadão em sua homenagem!! Desta vez não é diferente! Informações da sede do governo dão conta de que o governador está cumprindo “agenda política” em Brasília e São Paulo.

E, enquanto isso, crianças ficam sem aula porque professores reivindicam melhorias salariais. Hospitais continuam sem medicamento e material cirúrgico. Concursados da Susam fazem manifestações em frente a secretaria e param uma das principais avenidas da cidade na luta por suas nomeações. A violência está descontrolada nos municípios do Amazonas e esse é somente um dos vários problemas enfrentados pelo povo sofrido do interior, onde as prefeituras ainda ficaram sem o dinheiro do FTI, um fundo com recursos que, em tese, deveriam ser usados para investimentos nos municípios garantindo assim o desenvolvimento do interior do Estado. O governador usou grande parte dos recursos para cobrir dívidas na saúde pública.

E é impressionante como é só surgirem sinais de manifestações e protestos que o governador pega o beco para cumprir agenda política em Brasília e deixa o governo nas mãos de secretários sem autonomia e de um agora chefe da Casa Civil, Carlos Alberto Almeida, que não conseguiu desatar os nós que existem na Susam, uma secretaria há anos as voltas com jogo de interesses e corrupção.

Por isso meu povo apertem os cintos que essa viajem de quatro anos na “nave” Amazonas vai ser das mais turbulentas e queira Deus que não nos deixem na mão do piloto automático.