Apesar da “fila da morte” nos hospitais superlotados, comércio abre as portas nas Zonas Norte e Leste, no final de semana

 

Alheios ao que está acontecendo nos hospitais superlotados com uma fila de cerca de quatrocentos pacientes esperando por internação, os proprietários de lojas comerciais da cidade, principalmente nas zonas Norte e Leste, neste sábado (9), decidiram não cumprir as determinações do decreto estadual com medidas restritivas, como por exemplo, o fechamento dos estabelecimentos de serviço não essenciais para evitar a proliferação do vírus causador da Covid-19. 

A equipe de reportagem do Radar Amazônico percorreu diversas ruas nas Zonas Norte e Leste e verificou que vários estabelecimentos estavam funcionando normalmente, inclusive com grande numero de pessoas transitando. Além  de comércio, foi verificado que não havia nenhum tipo de fiscalização por parte dos órgãos fiscalizadores do Governo do Estado. No momento da Live, ficou constatado pelo Radar que a grande maioria dos internautas se manifestou a favor das lojas abertas, inclusive criticando o trabalho feito por nossa reportagem. Os jornalistas chegaram a receber ameaças durante as filmagens sobre o funcionamento das lojas comerciais e desrespeito ao decreto.  

No dia 4 de janeiro, o governador Wilson Lima decidiu cumprir a decisão judicial publicada no dia 2 de janeiro pelo juiz plantonista Leoney Harraquian e voltou a fechar de forma total o comércio de serviço não essencial, alterando o decreto nº 43.234, de 23 de dezembro de 2020 que flexibiizava as medidas de restrição sobre o funcionamento do comércio.

Assim, com a negligência da população no isolamento desse período, o que vemos na segunda onda é um número enorme de casos diários.  O Amazonas registrou 2.342 novos casos de Covid-19 na sexta-feira (8), e obteve o maior número de confirmações diárias da doença dos últimos seis meses – quando em 7 de julho teve 2.740 novos casos. O total de infectados desde o início da pandemia chega a 211.140.