Apesar das incontáveis denúncias de péssimos serviços médicos, Seduc já pagou mais de 47 milhões a Hapvida

Ao invés do Governo do Estado utilizar o dinheiro que sai do bolso de cada um dos contribuintes do Amazonas para investir em melhores serviços médicos para a população do Estado, a decisão desde os tempos do ex-governador cassado por crime eleitoral e preso por corrupção, José Melo, foi pagar milhões a um plano de saúde privado para assumir uma obrigação que, segundo a Constituição Federal, é do Estado.

E aquilo que acontecia nos governos velhos perdurou e até tornou-se comum na gestão de quem se autodenominava “governo do novo”. Segundo dados do Site Transparência, a Seduc de Wilson Lima, sob a gestão de Luis Fabian, já pagou mais de R$ 47 milhões a empresa Hapvida Assistência Médica Ltda.

Diz nos empenhos de pagamentos, no item “Natureza da Despesa” que se trata da prestação de serviços Médico, Hospitalar, Odontológicos e Laboratoriais, mas os servidores da educação negam que todos esses serviços sejam prestados e, aqueles serviços aos quais eles ainda têm acesso, dizem que o atendimento é sofrível. Chego até a pensar cá com meus botões, será que o secretário de Educação. Luis Fabian, também usa os serviços médicos da Hapvida?

No item “Programa de Trabalho” que está no empenho está definido que é para Valorização e Formação do Profissional da Educação. Mas, a se julgar pelas incontáveis denúncias contra a Hapvida, a última coisa que o profissional da educação estão se sentindo é valorizado.

É só ver a longa lista de matérias com denúncias contra a Hapvida, que vão desde negligência médica até mandar os pacientes para a rede de saúde pública, em plena pandemia de coronavirus, com hospitais públicos lotados. As denúncias chegaram a ser confirmadas pelo Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon) e viraram alvo de discursos de vários parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) e da Câmara Municipal de Manaus.

E, como de costume, infelizmente, nada aconteceu. Os órgãos de controle da administração pública comeram abiu, os profissionais da educação continuam tendo atendimento ruim e a Hapvida continua ganhando seus milhões