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Apesar de assinatura de nove deputados, Josué Neto diz que CPI da Telefonia “depende” de parecer jurídico

Deputado-Josue-Neto

Vai continuar sem sair do papel o pedido de CPI da Telefonia feito, através de requerimento, assinado por 9 deputados estaduais, para apurar as causas e os responsáveis pela má-qualidade dos serviços prestados pelas operadoras móvel e fixa em atuação no Amazonas. Apesar do requerimento estar respaldado pelo artigo 52 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), onde está previsto que a “Comissão Parlamentar de Inquérito é constituída mediante requerimento de um terço dos deputados (oito parlamentares) para apurar fato determinado , em prazo certo”, o presidente da Casa deputado Josué Neto (PSD) declarou, nesta terça-feira (06), que “ a criação da CPI da Telefonia, requerida pelos deputados Marcos Rotta (PMDB), Marcelo Ramos (PSB) e Adjuto Afonso (PP), pode acontecer nos próximos dias, mas depende de um parecer da procuradoria Geral da Casa a respeito de sua legalidade, uma vez que se trata de um serviço de concessão pública federal”.

Ao comentar o fato de que 16 Assembleias Legislativas do País já instalaram CPIs da Telefonia para investigar os problemas causados aos consumidores pelas operadoras, Josué Neto disse entender que esse “é um movimento nacional”. Porém, se posicionou dizendo que “não existe uma unidade em relação à intervenção dos legislativos estaduais numa concessão federal’

Josué Neto elogiou algumas operadoras do Amazonas, lembrando que há três ou quatro anos “quando nós andávamos nos municípios, mesmo nas zonas rurais, ou até no meio do rio, era impossível imaginar que teríamos o sinal de celular”. E hoje isso já avançou muito. O que se procura, caso a CPI seja implementada, é a melhoria desses serviços, já que em alguns municípios, acreditem em mim, é mais fácil usar o celular do que na própria Manaus”. Josué Neto citou como exemplos alguns municípios do Médio Amazonas, como Urucará, São Sebastião do Uatumã, Itapiranga e Silves, onde o serviço, segundo ele “não é bom, é excelente”.