Apesar de campanha bem-sucedida de imunização, manifestantes contra a vacina da Covid vão às ruas na Austrália

Também houve contra-atos menores de grupos favoráveis aos imunizantes

Manifestantes pró vacina se reúnem em Melbourne, na Austrália, com cartazes que pedem posicionamento contra a extrema-direita – Foto: WILLIAM WEST / AFP

Milhares de pessoas foram às ruas da Austrália neste sábado em protesto contra a obrigatoriedade da  vacinação contra o coronavírus, enquanto pequenos grupos se reuniram para apoiar as medidas que levaram o país a ser um dos que mais vacinou no mundo.

Quase 85% dos australianos com 16 anos ou mais foram totalmente vacinados contra a Covid-19. Em números gerais, o país imunizou com ao menos uma dose 77% da população e 71% com as duas. Embora o processo de vacinação em todo o país seja voluntário, os estados e os territórios têm tornado obrigatória a imunização para trabalhadores de muitas atividades e impediram os não vacinados de frequentarem restaurantes e shows.

Aos gritos de “liberdade, liberdade” e carregando cartazes que pediam o “fim da segregação”, ponte de manifestantes antivacina caminharam pelo centro de Melbourne, a segunda cidade mais populosa da Austrália e que foi duramente atingida pela pandemia.

Equipe médica cuida de um paciente infectado com Covid-19 em UTI de hospital em Vannes, oeste da França Foto: LOIC VENANCE / AFP - 20/04/2021

Equipe médica cuida de um paciente infectado com Covid-19 em UTI de hospital em Vannes, oeste da França – Foto: LOIC VENANCE / AFP – 20/04/2021

Médico examina um paciente COVID-19 em uma sala de pediatria usada como UTI no Hospital Guillermo Grant Benavente, em Concepción, no Chile. Número crescente de mortes pela COVID-19 está deixando o sistema de saúde chileno à beira do colapso.País tem ocupação recorde de leitos em UTIs Foto: GUILLERMO SALGADO SANCHEZ / AFP - 12/04/2021

Médico examina um paciente COVID-19 em uma sala de pediatria usada como UTI no Hospital Guillermo Grant Benavente, em Concepción, no Chile. Número crescente de mortes pela COVID-19 está deixando o sistema de saúde chileno à beira do colapso.País tem ocupação recorde de leitos em UTIs – Foto: GUILLERMO SALGADO SANCHEZ / AFP – 12/04/2021

Membros da equipe médica veem informações em um smartphone no hospital UTI Clinique Oceane, na França Foto: LOIC VENANCE / AFP

Membros da equipe médica veem informações em um smartphone no hospital UTI Clinique Oceane, na França – Foto: LOIC VENANCE / AFP

A técnica de enfermagem Semei Araújo Cunha coloca a chama de'mãozinha do amor', luvas cheias de água quente, em paciente internado com COVID-19, intubado em Unidade de Pronto Atendimento de São Carlos, São Paulo Foto: AMANDA PEROBELLI / REUTERS - 16/04/2021

A técnica de enfermagem Semei Araújo Cunha coloca a chama de ‘mãozinha do amor’, luvas cheias de água quente, em paciente internado com COVID-19, intubado em Unidade de Pronto Atendimento de São Carlos, São Paulo Foto: AMANDA PEROBELLI / REUTERS – 16/04/2021

Fisioterapeuta examina um paciente com COVID-19 durante uma sessão no Hospital Isabel Zendal, em Madrid, Espanha Foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP

Fisioterapeuta examina um paciente com COVID-19 durante uma sessão no Hospital Isabel Zendal, em Madrid, Espanha – Foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP

Um membro da equipe segura a mão de um paciente infectado médica com Covid-19 em Vannes, na França Foto: LOIC VENANCE / AFP - 20/04/2021

Um membro da equipe segura a mão de um paciente infectado médica com Covid-19 em Vannes, na França – Foto: LOIC VENANCE / AFP – 20/04/2021

Membros da equipe médica observam um paciente com Covid-19 na UTI do hospital Clinique Oceane, em Vannes, oeste da França Foto: LOIC VENANCE / AFP

Membros da equipe médica observam um paciente com Covid-19 na UTI do hospital Clinique Oceane, em Vannes, oeste da França Foto: LOIC VENANCE / AFP

Membro da equipe médica coloca o equipamento de proteção antes de entrar na UTI Covid-19 em um hospital de Montevidéu, no Uruguai Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP - 20/04/2021

Membro da equipe médica coloca o equipamento de proteção antes de entrar na UTI Covid-19 em um hospital de Montevidéu, no Uruguai Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP – 20/04/2021

Um membro da equipe calça as luvas antes de cuidar médica de pacientes infectados com Covid-19 na França Foto: LOIC VENANCE / AFP - 20/04/2021

Um membro da equipe calça as luvas antes de cuidar médica de pacientes infectados com Covid-19 na França Foto: LOIC VENANCE / AFP – 20/04/2021

Trabalhadores de saúde atendem o paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19, em hospital privado de Montevidéu, em 20 de abril de 2021. Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP

Trabalhadores de saúde atendem o paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19, em hospital privado de Montevidéu, em 20 de abril de 2021. Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP

Equipe do hospital de caridade português em Belém, no Pará, canta para um paciente com Covid-19 em um leito do hospital Foto: TARSO SARRAF / AFP - 04/04/2021

Equipe do hospital de caridade português em Belém, no Pará, canta para um paciente com Covid-19 em um leito do hospital Foto: TARSO SARRAF / AFP – 04/04/2021

Também houve registro de protestos em Sydney, Brisbane e outras cidades, sem relatos de confrontos, ao contrário do que ocorreu na sexta-feira na Holanda, onde as pessoas foram presas durante um ati da mesma natureza. Uma faixa em Sydney dizia: “Minha vida não é um presente do governo, é um presente de Deus”, de acordo com o jornal The Age.

As manifestações antivacina têm ocorrido durante semanas na Austrália, tornando0se ocasionalmente violentas e comuns comuns, além de apoiadores da extrema direita e de teorias da conspiração. O movimento contrário à imunização, entretanto, continua pequeno, com pesquisas mostrando que uma indicação à vacina, em todo o país, não passa de um dígito.

Um ato oposto ao dos antivacinas, em favor da imunização, ocorrido também em Melbourne, organizado pela Campanha Contra o Racismo e o Fascismo, sob o slogan “Não fure a campanha, seja vacinado”.

O comando do Australia Open, o primeiro torneio de tênis Grand Slam do ano e um dos maiores eventos esportivos do país, disse neste sábado que todos os jogadores terão que ser vacinados para participar da competição, que começa em 17 de janeiro de 2022.

No sábado, houve 1.166 novas infecções por coronavírus no estado de Vitória, do qual Melbourne é uma capital, e mais cinco pessoas morreram. Apesar dos surtos da variante Delta que levaram a meses de quarentena em Sydney e Melbourne , a Austrália tem média de 760 casos e 7,5 mortes por cada 100 mil pessoas, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), abaixo de muitas outras nações desenvolvidas.

O Reino Unido, por exemplo, registra mais de 14 mil casos confirmados e 211 mortes por cada 100 mil pessoas.

Desde o início da pandemia, em números gerais, a Austrália contabilizou 196 mil casos e 1.933 mortes pela Covid-19.