Após assassinato de gari, trabalhadores da coleta de lixo de Manaus fazem protesto por segurança

Eles ainda reivindicaram sobre pagamento de hora extra, volta do 3° turno e plano de saúde devido à exposição com o lixo

Foto: Divulgação

Funcionários da Marquise Ambiental protestaram, nesta quinta-feira (28), na avenida Torquato Tapajós, zona Norte, e pediram por mais segurança após o assassinato do colega de trabalho Aldenir Rodrigues Castilho, de 25 anos, durante um assalto, quando trabalhava na noite de terça-feira (26), no bairro Japiim, zona Sul de Manaus.

Cerca de cem funcionários participaram da manifestação, que foi pacífica, e contou com faixas e pedido de segurança e melhoria para os trabalhadores que relataram ao Radar Amazônico que chegam a trabalhar até 12 horas por dia.

Em tom de desabafo, o motorista do carro de coleta que estava com Aldenir no dia do crime revelou que a morte do colega de trabalho acendeu um alerta para os trabalhadores da área, que trabalham na insegurança e ficam à mercê da criminalidade da capital amazonense.

“Hoje, decidimos parar devido à morte de um colega nosso e só queremos melhorias. Eles ficam à mercê da bandidagem em Manaus e falta segurança para todos, para os garis e para os motoristas”, disse o motorista do veículo.

De acordo com os manifestantes, entre as reivindicações estão o pagamento de hora extra, volta do 3° turno e plano de saúde, necessário por conta do contato com materiais cortantes e até mesmo, contaminados.

“A gente está reunido com motoristas e estamos reivindicando as nossas horas extras. Estamos trabalhando até 12 horas por dia. Estamos querendo hora extra e terceiro turno”, disse um dos manifestantes.

Os funcionários voltaram a seus postos de trabalho após a manifestação.

Posicionamentos

Sobre a falta de Segurança Pública e aumento de criminalidade em Manaus, a reportagem enviou pedido de posicionamento à Polícia Militar sobre o que tem sido feito para amenizar ou resolver a situação da pistolagem, mas até esta publicação, não recebeu respostas.

Em nota, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) disse que a paralisação não foi coordenada pela Marquise Ambiental ou pelo sindicato da categoria, e sim por um pequeno grupo de funcionários.