Após indícios de nepotismo, prefeito e vice de Amaturá são alvos de recomendação do MPAM; cargos e pagamentos devem ser suspensos

À direita, o prefeito de Amaturá, Augusto Barrozo Eufrásio (Pros), conhecido popularmente como Zezinho Eufrasio, e à esquerda, o vice-prefeito Evandro Lopes Nunes (Pros).
Foto: reprodução

Após indícios de nepotismo com nove parentes ligados ao prefeito de Amaturá (a 907 km da capital) Augusto Barrozo Eufrásio (Pros), conhecido popularmente como Zezinho Eufrasio, e vice-prefeito Evandro Lopes Nunes (Pros) nomeados a cargos públicos sem realização de concursos, o  Ministério Público do Amazonas (MPAM) realizou uma recomendação para afastar os familiares e suspender os pagamentos dos servidores irregulares.

Irmãos, sobrinhos e cunhados são alguns dos níveis de parentesco dos servidores contratados sem nenhum processo seletivo.

O ato viola os princípios básicos da Administração Pública, uma vez que a nomeação de parentes para o exercício de cargo ou função pública que não exijam a realização de concurso público caracteriza a prática de nepotismo (quando um agente público usa seu poder para nomear, contratar ou favorecer um ou mais parentes).

O ato praticado pelo prefeito e vice de Amaturá, fere preceito constitucional que trata da impessoalidade, a moralidade, a eficiência e a indisponibilidade do interesse público são os princípios básicos violados.

Dentre os nove parentes já identificados, constam quatro irmãos, dois sobrinhos e dois cunhados do atual prefeito, Augusto Barrozo Eufrásio, além de um sobrinho do vice-prefeito, Evandro Lopes Nunes.

Resposta da prefeitura

De acordo com Ministério Público, constatada a relação de parentesco desses servidores com os atuais prefeito e vice-prefeito da cidade, em documento encaminhado pela municipalidade ao Ministério Público no último dia 31 de maio, foi realizado o afastamento.

“A Prefeitura de Amaturá não se opõe à destituição do cargo, conforme foi recomendado pelo Ministério Público”, registra o Promotor de Justiça Kleyson Nascimento Barroso.

(*) Com informações do Ministério Público do Amazonas (MP-AM)