Após matéria do Radar, governador exonera apenas uma “cruzeta” do seu cabidezão de emprego na Casa Civil

Decreto e Pelegrine

Nesta segunda-feira (20), coincidentemente – será, gente? – no mesmo dia em que foi publicada no Radar a matéria “Casa Civil de Melo tem de repórter da Difusora a parentes de juiz gasto de R$ 34,8 milhões”, o governador professor José Melo assinou um decreto exonerando apenas uma das inúmeras “cruzetas” penduradas no seu cabidezão de emprego na Casa Civil do Estado, o repórter que ficava rouco de tanto passar o dia elogiando o governador, Alberto Pelegrine, da Rádio Difusora, de propriedade do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Josué Filho. A exoneração do repórter Alberto Pelegrine também está assinada pelo chefe do cabidezão do professor, secretário Raul Zaidan.

O Radar mostrou que, apesar de Melo alegar falta de recursos até para áreas essenciais como educação e saúde, não tem faltado dinheiro para o “bondoso” governador pagar os “generosos” salários dos cargos comissionados dos seus correligionários e até para os parentes de quem faz parte do seu grupo político. Só no ano passados, os gastos com 568 funcionários – até agora ninguém me respondeu como cabe toda essa gente naquele corredor que é Casa Civil – atingiram o montante de R$ 34,8 milhões. Este ano, o Governo já gastou R$ 14,4 milhões com os salários da Casa Civil.

O principal pré-requisito no currículo para ser “cruzeta” lá da Casa Civil é estar sendo acusado pela Polícia Federal (PF) de envolvimento em esquema de corrupção eleitoral, ou ser parente de secretário do Governo e, principalmente de juiz. No caso de juiz eleitoral, que é de grande necessidade para um governador todo enrolado, com quase 30 ações no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), tem direito a mais de um parente, chegando a ter até três familiares na folha de pagamento da Casa Civil (click aqui para ler matéria na íntegra).

Decreto Melo 20 de Junho