Após passagem relâmpago pelo Governo, Sidney Leite já estava de volta à Assembleia Legislativa

O ex-secretário chefe da Casa Civil do governo Amazonino Mendes, Sidney Leite, já está de volta, oficialmente, à sua função de deputado estadual, para a qual foi eleito em 2016. Menos de 24 horas depois de ter sua exoneração publicada no Diário Oficial do Estado, na quarta-feira (3), Sidney Leite já apresentou à Presidência da Assembleia Legislativa, seu comunicado de retorno à Casa Legislativa, nessa quinta (4), sendo imediatamente reconduzido ao cargo, gabinete, Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) e tudo mais que tem direito. Por outro lado, quem fica sem nada disso é o suplente dele Donmarques Mendonça, do PSDB de Arthur Neto.

Sidney Leite retorna de um “tour” de apenas três meses nas hostes do Poder Executivo, onde circulam versões diferentes e desanimadoras sobre sua passagem no comando da Casa Civil. Pra começar, Leite já começou a ser “fritado” apenas um mês após assumir o cargo, como homem de confiança de Amazonino Mendes. A primeira pressão foi dos próprios colegas secretários, que indicaram que Sidney estava nomeando mais gente do “time dele” que dos demais. Depois disso, prefeitos, ex-prefeitos e lideranças do interior reclamaram ao Negão que não eram atendidos em suas reivindicações – com exceção do sobrinho dele, prefeito de Maués – e, ao contrário, até adversários estariam sendo melhor tratados.
Houve também quem vazasse a informação de que, como candidato à Câmara dos Deputados, em Brasília, Sidney Leite estaria “aparelhando” a Casa Civil para disputar uma vaga. Isso incomodou os deputados federais do grupo que correram para o Negão para denunciar que seriam prejudicados.

Com tanta pressão e torcida contra, Sidney Leite até que conseguiu uma saída honrosa, já que o próprio governador Amazonino Mendes disse que “quem é candidato (a deputado estadual, federal, senador, governador ou presidente) será exonerado em janeiro”. A única exceção seria Bosco Saraiva, que tem prerrogativa de ficar até abril por ser vice-governador. Então, uma das versões indica que a saída de Sidney Leite do governo foi para cuidar da candidatura ao cargo de deputado federal.
Outra possibilidade seria a exoneração ter como objetivo que Sidney Leite passe a comandar a base governista na Assembleia Legislativa já que o atual líder do governo, Dermilson Chagas (PDT), também não está concorrendo ao título de “simpático do ano” e teve a condução da votação do Orçamento/2018, questionada pelos próprios aliados.
Na Assembleia Legislativa, Sidney Leite domina bem o ambiente. Resta saber se ainda tem carta branca de Amazonino e se vai conseguir conciliar candidatura própria com uma mais-que-possível candidatura à reeleição do governador.