Após Radar constatar poluição no “Lago da Colônia”, empresa Sovel é multada em R$ 330 mil

Foto: Radar Amazônico

A empresa Sovel da Amazônia LTDA foi multada em R$ 330 mil por poluição e descarte irregular de resíduos no “Lago da Colônia” e teve suas atividades paralisadas, em Manaus. A fiscalização foi feita por analistas do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que constatou que o despejo do material era feito dentro do lago, no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste.

A ação do IPAAM foi realizada após a equipe do Radar receber inúmeras denúncias dos moradores do bairro e ir ao local, momento em que constatou a poluição causada pela empresa e cobrou uma solução do IPAAM. Mesmo com vídeos publicados na internet denunciando a empresa Sovel da Amazônia LTDA, a equipe do Radar foi ao local e constatou que nada foi feito.

Após isso, em fiscalização, o Ipaam expediu multa no valor de R$ 200 mil reais e suspendeu a atividade de reciclagem de papel e papelão da fábrica. As atividades da fábrica devem ficar paralisadas até o cumprimento das medidas administrativas impostas pelo Ipaam, segundo o órgão. “As atividades da fábrica devem ficar paralisadas até o cumprimento das medidas administrativas impostas pelo Ipaam”, declara o responsável pela a Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa), setor responsável pelo ato, Raimundo Chuvas.

A fábrica também não estava atendendo às legislações vigentes acerca de resíduos não tratados em solo. Por ambas as atividades, a fábrica foi multada. O total de multas aplicadas é de R$ 330 mil reais.

De acordo com o analista ambiental presente na fiscalização, Diógenes Rabelo, os materiais avistados nas águas do lago fortalecem os indícios de derramamento de componentes industriais da fábrica localizada nas adjacências do Lago da Colônia.

“O material orgânico em decomposição trata-se de lodo de material fibroso. Esse lodo está sedimentado no fundo da coleção hídrica, e a decomposição orgânica com formação de gases retorna com esse material [o lodo] para a superfície das águas. Essas questões reforçam as evidências de descarte de efluentes com alto teor de lodo compatível com a reciclagem de papel e papelão, atividade exercida pela fábrica próxima ao lago”, afirma Rabelo.

Segundo o IPAAM, no dia 29 de março, o Instituto fez outra fiscalização onde constatou poluições da terra e do ar na região, porém, em nota enviada à equipe do Radar no dia de nossa denúncia, o Instituto alegou que eles não encontraram qualquer alteração. No dia seguinte, houve a fiscalização e concluíram que todas as denúncias feitas pela equipe estavam corretas.