Após sumiço de fuzil, TJAM cria grupo de trabalho para fiscalizar itens e materiais que estão no depósito do órgão

O Grupo de Trabalho terá um prazo de 30 dias para a conclusão das atividades

Foto: divulgação

Após o sumiço de um fuzil do depósito do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e suspeitas de que ele teria sido utilizado na troca de tiros entre policiais e criminosos no último dia 6, o desembargador Domingos Chalub determinou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para inspecionar o Depósito Público da Corte, um setor que recebe os bens apreendidos pela polícia e que fazem parte de processos judiciais que tramitam no Judiciário amazonense.

A Portaria n.º 103/2022 foi assinada nessa segunda-feira (17) e o GT tem a finalidade de averiguar a situação dos itens e materiais que estão no depósito Público, além da “a adequada guarda dos bens e a sua destinação legal, de forma a evitar a ocorrência de sinistros”, conforme trecho da portaria.

O Grupo de Trabalho terá um prazo de 30 dias para a conclusão das atividades, com a previsão de prorrogação por mais 30 dias, caso seja necessário. A coordenação dos trabalhos ficará sob a responsabilidade da desembargadora Mirza Telma de Oliveira Cunha.

Troca de tiros 

Para a instituição do GT, o presidente do TJAM levou em consideração os eventos ocorridos no dia 6 de janeiro, nas proximidades do Fórum Henoch Reis, durante o transporte de presos pela Polícia Civil do Estado do Amazonas, para a realização de audiências de custódia; e, ainda, “a necessidade da busca contínua na identificação de fatores que afetem com a segurança do público externo e interno” da Corte, conforme trecho da portaria.

Além da desembargadora Mirza Telma, fazem parte do GT o juiz de Direito Henrique Veiga Lima, auxiliar da Diretoria do Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis; e mais três servidores. Ao final dos trabalhos, será apresentado à Presidência do TJAM um relatório das atividades realizadas pelo GT.

(*) Informações da assessoria