Após The Voice Kids, Leo Chaves fala sobre novo reality na Record

Jurado do novo reality musical da Record, The Four Brasil, Leo Chaves, 42, que já ocupou a mesma função no The Voice Kids na Globo, explica os diferenciais do novo programa que tem estreia marcada para esta quarta-feira (6).
“Me sinto muito à vontade aqui. Existe um lado humano, as pessoas são carinhosas pelos corredores”, conta. “Não é movido a vaidade e ego. Aqui, o pessoal é bacana e recebe a gente diferente.”

O cantor lembrou a experiência que viveu como jurado na Globo junto ao irmão, com quem já fez dupla musical, e diz que Victor sofreu muito mais do que ele no programa. “Era briga o tempo inteiro”, afirma.
Ele também comentou a polêmica envolvendo o irmão, que foi acusado de agressão pela então esposa, Poliana Bagatini. Na época, grávida, ela afirmou ter sido jogada no chão e recebido chutes do marido.

“Qualquer pessoa que estivesse passando por aquele contexto teria os seus invernos”, ressente Leo. “Ainda mais quando você tem a vida exposta. Mas isso, de certa forma, te prepara para os verões também.”
Ele é enfático ao dizer que a separação da dupla se trata de uma pausa, e não de um término. “É uma pausa. Uma necessidade mútua dos dois, de se experimentar individualmente durante um tempo”, diz.

THE FOUR BRASIL

The Four Brasil será exibido às quartas-feiras, 22h30, na Record, e terá Xuxa Meneghel como apresentadora. De formato inovador, em que os finalistas são apresentados no primeiro episódio e mudam a cada programa, ele terá desafios de voz com votação do júri e popular, com um público de cerca de 550 pessoas em cada um dos oito episódios programados.
“É diferente dos outros realities porque aqui é uma batalha. Ela tem que vir para ganhar”, explica. “Não adianta só ter uma voz. Aqui não é um programa para mostrar a voz, mas para batalhar. A tensão vai ser nítida.”
Leo acredita que o novo reality irá liderar as audiências, e diz que tentará não cometer os mesmos erros que acredita ter cometido no The Voice Kids. “Olho para trás e vejo alguns problemas que, hoje, não faria de novo. Algumas brincadeiras de mau gosto, falas mal colocadas, na hora errada.”
“Estou sempre em busca de ser pragmático comigo mesmo. Acho que elogio só impulsiona o meu umbigo, absolutamente mais nada. O que te joga pra frente são os feedbacks educativos e críticas construtivas”, complementa.
A relação com os outros jurados, Aline Wirley e João Bôscoli, também é um diferencial para ele. Segundo Leo, os três são como um só. Ele diz ser muito diferente da dinâmica “bairrista, muito narcisista de fala, de ‘só eu quero falar, colocar minha opinião, ter razão. (sic)”
Segundo ele, os três formam um bom time por terem o mesmo propósito de entregar e se dedicar ao máximo. Ele diz que, diferente do The Voice Kids, onde tinha que lidar com crianças, irá fazer mais críticas construtivas. “Somos muito criteriosos. Isso é um combinado meu com João e a Aline. O padrão de exigência que a gente colocou é altíssimo.”
Segundo o cantor, “tem que ser fenômeno para estar aqui”. Ele diz achar importante a reinvenção e versatilidade dos artistas emergentes. “O artista hoje que não se torna versátil, fica para trás. Passou a época que cantar e compor bem era suficiente.