Apuí e Lábrea lideram ranking dos que mais desmataram no Amazonas

Os municípios de Apuí e Lábrea (a  1.098 e 701 quilômetros de Manaus, respectivamente) são apontados como os que mais desmataram no mês de junho, no Amazonas. Apuí lidera a lista com uma área de 91 quilômetros quadrados desmatada, seguida de Lábrea com 61 quilômetros quadrados de território.

Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) que traz ainda na lista os municípios de Novo Aripuanã em 6º lugar com 38 km de desmatamento e Boca do Acre em 8º lugar, com 20 km de área desmatada.

Além dos municípios do Amazonas, aparecem no ranking do desmatamento: Porto Velho (3°) e Seringueiras (10º) em Rondônia; Altamira (4°) e São Felix do Xingú (5°) e Jacareacanga (7°), no Pará  e Colniza (9°), no Mato Grosso. (Veja lista na íntegra no final da matéria)

O levantamento foi divulgado pelo deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) nesta terça-feira (20), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ao mostrar que dos dez municípios da região amazônica que mais desmataram, quatro estão localizados no Estado.

“As queimadas e o desmatamento estão avançando muito por Rondônia, tanto que ontem (segunda-feira) provocou não apenas uma onda de calor, mas de fumaça no sul do país, e o estado do Amazonas, embora esteja preservado, acendeu o seu alarme, pois quatro municípios estão entre os dez que mais desmataram. Nós precisamos disparar a sirene, pois a política que o Governo Federal está pregando, de deixar avançar o desmatamento, é uma política equivocada”, disse Serafim.

Segundo o líder do PSB no parlamento estadual, o crescimento do número de queimadas vai resultar em problemas para a saúde pública brasileira, para o agronegócio e para a balança comercial.

“De nada adianta o presidente da República bater no peito querendo estabelecer um confronto com os países que compram os nossos produtos em um momento em que ele desobedece regras elementares de sobrevivência, pregando bandeiras que incentivam a destruição do meio ambiente”, declarou Serafim.

No início deste mês, o governador em exercício, Carlos Almeida, assinou um decreto que declarou o sul do Estado e a Região Metropolitana de Manaus, em situação de emergência, devido o impacto negativo do desmatamento ilegal e queimadas não autorizadas nessas localidades.

Já no último dia 13, o Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC/AM) recomendou, em caráter de urgência, ao governador Wilson Lima (PSC), para que o tomasse providências efetivas contras queimadas, nível crítico da qualidade do ar e desmatamentos ilegais ocorridos no sul do Estado.

Confira imagem: