Aqui no Radar, ninguém é desmemoriado

Comentando o embróglio (semelhante a coisa enrolada) da Prefeitura de Manaus com a empresa Manaus Ambiental, que já foi Águas do Amazonas e Cosama (o mesmo que Colama no vocabulário popular), o ex-prefeito Serafim Correa (PSB) comentou a um dos principais sites de notícia da cidade que, “caso o prefeito Artur Neto tente romper o contrato, o problema poderá acabar em uma câmara de arbitragem… com sede no Canadá”. Isso ocorreria por conta do “nó” que teria sido dado pelo ex-prefeito Amazonino Mendes e que ninguém consegue desatar. Que o ex-pefeito Amazonino é especialista em dar nó em pingo d’água (tudo a ver com Manaus Ambiental, né?), isso todo nós aqui do Radar já estamos cansados de saber, mas antes do nó do Amazonino é bom lembrar que teve uma “amarradura” feita pelo prefeito que  antecedeu Amazonino, exatamente Serafim Correa, quando repactou o contrato com a empresa Águas do Amazonas, repactuação amplamente criticada pela oposição na Câmara Municipal de Manaus, que considerou a repactuação um “prêmio para uma má prestadora de serviços públicos”.

Nó cego

E por falar nesse negócio de amarração , vale lembrar que em 2005, ao assumir a Prefeitura após ter sido eleito, Serafim Correa, anulou decreto assinado pelo ex-prefeito Luiz Alberto Carijó, onde ele proibia a cobrança de esgoto em bairros da cidade onde a então empresa Águas do Amazonas não tinha implantado sistema de esgoto. Carijó proibiu e Serafim liberou. E aí, até hoje, nós estamos pagando a esta empresa por uma água que some das torneiras e um esgoto que não existe. Deu pra entender? Aqui no Radar, a gente chama isso também de dar nó, nesse caso nó cego.

Excelente indicação

Indicação de autoria do vereador Prof. Samuel (PPS) foi aprovada hoje, em plenário, na sessão da Câmara Municipal de Manaus (CMM). A indicação é para que a Prefeitura de Manaus construa rampas nos pontos de ônibus para dar acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência (cadeirantes) ou com mobilidade reduzida. O parlamentar é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa e disse que a indicação nasceu após a comissão receber cerca de 20 reclamações por semana sobre as dificuldades dos portadores de necessidades especiais em ter acesso às paradas de ônibus.

Torcendo pela indicação

Como se sabe, indicação é apenas o envio de uma sugestão de um parlamentar municipal ao Chefe do Executivo que, falando de forma curta e grossa, aceita a indicação se quiser. Nesse caso, o da indicação, a propositura  não tem força de Lei. Nós do Radar estamos torcendo para que a indicação seja acatada pelo prefeito.