Aqui no Radar, pra postar, tem que poder provar

É bom explicar, pros desavisados que nos enviam recados fazendo ameaças de tudo que é jeito, que aqui no Radar só se publica alguma informação quando foi checada e quando podemos “esfregar” na cara do fulano a comprovação de seus maus feitos, de sua cara de pau, de como ele, e mais quem estiver envolvido, trata a coisa pública como se fosse à privada – nem precisar dizer que o trocadilho é proposital, né gente? Aqui, ninguém é adepto de nhém-nhém-nhém, lero-lero e disse-me-disse, já que informação é coisa séria e sabemos o tamanho da responsabilidade que temos ao escrever , do quanto a informação afeta a vida das pessoas. Nas redações de jornais aprendemos que a caneta (ou o computador) pode se transformar numa arma, a ser usada para o bem ou para o mal. Para desfazer as injustiças ou perpetrá-las.

Em algumas matérias decidimos não publicar os documentos, porque eles trazem a origem, a fonte da informação, colocando em evidência a pessoa que a enviou, deixando-a a mercê dos inimigos públicos, dar a chance para que elas sofram perseguições. Em nome de defender os direitos de outros cidadãos essas pessoas se colocam no olho do furacão. Muitas delas correm o risco de perder o emprego, ou em casos mais graves em que o malfeitor se vê diante da possibilidade de não ter mais acesso ao dinheiro público, essas pessoas e suas famílias correm até risco de vida. Pra esses casos é que a Constituição Federal, em seu artigo 5°, inciso XIV, resguarda o direito do sigilo da fonte, como forma de proteger essas pessoas.

Por isso, temos a certeza que estamos agindo dentro dos padrões legais, mas cima de tudo respeitando as questões morais, que determinam que haja responsabilidade para com a informação, mas também com a vida de quem a transmite. Inclusive fazemos questão de deixar explicito nesse texto que esses cidadãos, a quem já batizamos de RRs (Repórteres-Radar) deveriam causar orgulho às suas respectivas cidades e comunidades, pelo compromisso com a verdade, pelo trabalho em defesa do correto uso do dinheiro público e pela luta por dignidade para os moradores de seus municípios. Nós do Radar temos a sorte de ter essas pessoas como parceiras, e tudo faremos para dar a contrapartida em apoio ao esforço que fazem para nos municiarem de informações.

Os documentos serão todos encaminhados aos órgãos que têm por obrigação fiscalizar tais irregularidades e que deveriam saber antes mesmo do Radar, ou de qualquer outro veículo de comunicação, sobre esses atos de corrupção que destroem uma cidade e tornam o povo miserável, para poder coibir suas ações antes que o dinheiro público escorresse pelo ralo da roubalheira descarada. Mas, enquanto isso não ocorre, cidadãos como os RRs, em nossa opinião, são como heróis nessa luta de moralizar esse País e esse Estado. Muitas vezes incompreendidos e injustiçados. É dessa gente que o Radar faz questão de estar ao lado, é fato consumado.