Argentina impõe lockdown em principais cidades após nova alta de casos de Covid

 

Funcionários usam proteção para transportar caixão, durante treinamento para sepultar vítimas de Covid, em Buenos Aires - Agustin Marcarian - 17.mai.21/Reuters

Funcionários usam proteção para transportar caixão, durante treinamento para sepultar vítimas de Covid, em Buenos Aires – Agustin Marcarian – 17.mai.21/Reuters

Frente à alta de infectados e mortos pelo coronavírus na Argentina, o presidente Alberto Fernández anunciou na noite desta quinta (20) um lockdown de nove dias em regiões consideradas mais críticas. A medida, que representa a volta à fase 1 do plano de combate à crise, entra em vigor no sábado (22).

Além da região metropolitana de Buenos Aires, que engloba a capital federal e concentra 16 milhões de habitantes, serão afetadas as cidades de Rosario, Córdoba e Santa Fé.

Durante esse período, só poderão funcionar atividades essenciais (comércio de alimentos e remédios, hospitais, farmácias e postos de gasolina), e apenas trabalhadores dessas áreas estão liberados para circular, além de políticos, jornalistas e diplomatas, que receberão autorização especial.

Serão suspensas todas as atividades sociais, educativas, religiosas e esportivas. Os comércios poderão, no entanto, manter os serviços de entrega, assim como restaurantes e bares. Segundo o presidente, de acordo com a situação da pandemia, pode haver flexibilização das regras a partir de 31 de maio.

Paralelamente, Fernández anunciou o retorno de alguns auxílios econômicos, como o Repro (Recuperação Produtiva), que beneficiará o comércio, o setor de serviços e indústrias, obrigados a parar de funcionar, e um aumento do salário complementar para trabalhadores dos setores essenciais e de saúde.

As medidas buscam conter a alta na curva do coronavírus na Argentina. Na última terça-feira (18), foi registrado o recorde de mortes num só dia —744. Desde o começo da crise sanitária, foram 72.669 óbitos e 3,4 milhões de infectados, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.