Arlindo Junior se revolta com a rapaziada do vermelho e fica no escuro. Praga do “comandante”?

plenário as escuras

O vereador Arlindo Junior, durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM) desta segunda-feira (19), “entoou canto de guerra” pras bandas do pessoal do partido vermelho, o PC do B. Em seu discurso da tribuna, enquanto falava da possibilidade de retirar sua assinatura da CPI do Transporte Coletivo – pela milésima vez quase pra ser instalada naquela Casa Legislativa – disse que se notasse que “há politicagem na intenção de instalar a CPI” não iria concordar com sua instalação. “E não tarda vir pra esta Casa aqueles estudantes baderneiros que o partido já perdeu os cargos no Governo e agora vão querer arrumar confusão”, disse o vereador, dando nome ao partido: “Estou falando é do PC do B, mesmo!”. Quase ao mesmo tempo, os vereadores ficaram às escuras pela falta de energia elétrica em plenário, e os jornalistas que estavam na sala de imprensa não perderam tempo de ironizar: “Será praga do comandante vermelho (Eron Bezerra) contra discurso do azul?”.

E por falar em escuro

Quem se viu no “escuro” do discurso “ideológico” foi o líder do partido do prefeito, o PSDB, na Câmara Municipal de Manaus, o vereador Mário Frota. Com aquela pose de parlamentar de oposição dos quatro anos em que o prefeito era Amazonino Mendes – se bem que ele era oposição até mesmo do prefeito Serafim Correa de quem era vice – Mario Frota assinou a CPI do Transporte Coletivo fazendo discurso de que o prefeito Artur Neto não tem qualquer problema em ver o sistema de transporte público sendo investigado, de que a atual administração municipal é transparente e blá,blá,blá…E, como de costume, deixou o prefeito em maus lençóis com todo mundo se perguntando porque será que Mário Frota, na sessão plenária desta segunda-feira (19) anunciou a retirada de sua assinatura já que, como ele (Mario Frota) mesmo disse, “o prefeito não via qualquer problema na instalação da CPI”. Coisas de Mário Frota…

Sem comando

E em tempos de eleição onde os políticos parecem ficar mais perdido do que cego em tiroteio, já que têm que fazer discurso para ficar bem com o povo, mas também não ir contra “o que o mestre (prefeito ou governador) mandou”, tem gente que tropeça nas palavras e acaba deixando o mestre em situação constrangedora. Quer ver um exemplo? O vereador Arlindo Junior, para ratificar suas próprias palavras ao dizer que os vereadores da CMM são parlamentares que agem com independência, criticou o fato de ter visto veículos pesados, como caminhões e caçambas, circulando livremente em horário de pico. “Até tirei várias fotos”, testemunhou o vereador, lembrando que o prefeito Artur Neto, após os acidentes de trânsito envolvendo veículos pesados , onde várias pessoas morreram, teria assegurado que esses veículos estariam proibidos de circular em horários de intenso tráfego de veículos. “Até parece que o prefeito manda fazer e secretário não faz o que o prefeito manda”. Se a intenção do vereador era justificar o fato de que aquilo que o prefeito anunciou não aconteceu – lambança, mesmo! – e jogar a responsabilidade pra cima dos secretários, então ficou pior o remendo do que o soneto, já que trocou uma possível lambança pela falta de autoridade do prefeito. O que é pior?