Arthur Neto elogia postura de Eduardo Braga “por não deixar varrer o genocida Wilson Lima pra debaixo do tapete”

O ex-prefeito e ex-senador, Arthur Neto (PSDB), considerou a postura do senador Eduardo Braga (MDB), durante depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nessa quarta-feira (20), como de “um efetivo senador do Amazonas por não deixar varrer o genocida Wilson Lima pra debaixo do tapete”.

O ex-prefeito de Manaus cobrou intervenção dura por parte da presidência da CPI em relação aos delitos praticados pelo governador a quem Arthur Neto classificou como omisso, desonesto e perverso. “Essa culpa pertence ao governador Wilson Lima e ninguém na CPI, de forma nenhuma, poderá sequer sonhar em blindá-lo”, prevê Arthur.

“Faltou oxigênio porque Wilson Lima não foi capaz de prover os hospitais amazonenses de um insumo imprescindível à vida como oxigênio, algo tão básico que não dá pra achar justificativa para um administrador não prever sua falta em meio a uma crise sanitária como a da Covid-19”, disse o ex-prefeito.

Arthur Neto não exime de culpa o presidente Bolsonaro e nem o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em relação aos milhares de cidadãos brasileiros mortos durante a pandemia, mas quanto a crise de oxigênio no Amazonas, ele considera o governador como principal responsável.

“Bolsonaro e Pazuello têm todas as culpas do mundo nessa pandemia: desdenharam das máscaras, desacreditaram as vacinas, atacaram a China (que fornece o grosso dos insumos para a Coronavac), cutucaram o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, aglomeraram irresponsavelmente, erraram muito, mas não são culpados das mortes de pacientes sem oxigênio, sem anestésicos e amarrados medievalmente”, opinou Arthur Neto, lembrando que além do oxigênio faltou até mesmo anestésico para intubação de pacientes de Covid-19.

“As pessoas asfixiadas, sentindo dores indizíveis, e ainda sem o socorro dos anestésicos…e ainda eram amarradas ao leito, impotentes, crucificadas, torturadas, até o último suspiro. Foram essas as cenas terríveis que vimos no Amazonas e que jamais esqueceremos”, rememorou Arthur Neto.