Artur cria mais uma comissão, desta vez para tratar da água

Teve a Comissão de Transição, instalada para apurar as dívidas e outras mazelas deixadas pelo ex-prefeito Amazonino Mendes, que gerou horas de entrevistas do atual prefeito Artur Neto, muitas críticas, muitas contestações, e juras de pagar somente o que era “justo”. O resultado prático da comissão foi a Prefeitura assumir as dívidas e pagar todas elas – sem choro e nem vela. Aí veio a Comissão de Avaliação da Tarifa do Transporte Coletivo. Resultado: aumento da tarifa para R$3. Como se chegou a essa conclusão, ninguém sabe, ninguém viu. Nem o líder do prefeito, vereador Wilker Barreto, que asseverou levar essa discussão para a Comissão de Transportes da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e convocou até mesmo os vereadores de oposição, não sem antes ir a tribuna da Casa, com aquele discurso de palestrante em seminário motivacional,  “passando um ralho” nos oposicionistas ao dizer que eles nunca estavam presentes nas reuniões de estudo da tarifa com os técnicos da prefeitura, “só gostavam mesmo (os vereadores de oposição) de aparecer nas fotos entrando com representação no Ministério Público”.

E aí, no mesmo dia (quarta-feira/27), horas depois, o prefeito concedeu o reajuste da passagem, cortou qualquer motivação (e discussão) por parte do líder, aumentou o preço e ponto final. Nesta quinta feira (28), o prefeito instalou mais uma comissão, a “Comissão Especial de Auditoria para apurar as condições dos sistema de abastecimento de água na cidade”. Não seria melhor dizer que a comissão iria apurar a falta de condições do sistema e ausência de abastecimento de água na cidade? E depois de tanto rompimento de adutora, e rompimento de tubulação pra tudo que é lado, e falta d’água em toda a cidade, e conta que chega pra ser paga mesmo sem ter água, sera que ainda precisa de comissão? É só falar com o povão nos bairros, e já apurou tudo.

Pergunta pro Barreto

E prefeito ainda estipulou um prazo de 15 dias para que sua Comissão da Água comece a trabalhar e, ainda mais uns dois meses pra dar alguma resposta sobre o que apurou. Mas, não precisava de nada disso. Bastava o prefeito perguntar para o seu líder, Wilker Barreto, ou o líder dizer para o prefeito Artur, que a Câmara Municipal de Manaus passou quase um ano com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investigando os problemas no sistema de abastecimento de água em Manaus. E que o Legislativo pelo menos uma vez seja ouvido, passando para o prefeito o resultado de vistorias, oitivas, levatamento de documentos, depoimentos de consumidores, que geraram uma calhamaço de centenas de páginas. E é só dar uma lida  no relatório final da CPI pra ver que a conclusão foi a seguinte: “quebra de contrato com a empresa Manaus ambiental caso, em 180 dias, as metas apresentadas em uma planilha não fossem atingidas”

(Any Margareth)