Artur entra no jogo político com Braga e Amazonino. Omar levou “capote”

Braga, Amazonino, Artur e OmarPor essa, nem euzinha, que já vi todo tipo de “jogo político” em mais de 20 anos de assessoria política, esperava e duvido de quem diga que esperava também. PMDB e PSDB juntos no Amazonas? Pode, gente? Mas aí me veio à mente uma frase que ouvi de um político local: “Em política, tudo pode menos perder! Ao saber, ontem à noite, que o deputado federal Marcos Rotta (PMDB) será o vice de Artur Neto (PSDB) fiquei entre a surpresa e a incredulidade.

Mas, se a existência dessa dupla no jogo político beira o imponderável e o inexplicável, informações que chegaram ao Radar demonstram que nem é tanto assim. Disseram-me que a existência da dupla Artur-Rotta começou a ser construída em Brasília, onde o PSDB caminha junto com o PMDB desde o impeachment de Dilma Rousseff. E os caciques de lá não teriam visto razões para briga entre os caciques de cá.

E os caciques de cá que nem são bobos nem nada no jogo – em dominó, por exemplo, Amazonino é mestre – decidiram deixar de pensar na jogada de agora pra pensar na jogada seguinte. Com a jogada de agora, Artur neutraliza o principal de seus adversários, aquele que tinha chances reais de vencer as eleições, Marcos Rotta – isso levando em consideração as pesquisas de intenção de voto. Além disso, se Artur vencer a eleição estará aplicando uma derrota fragorosa naquele que já foi seu vice e hoje é seu inimigo declarado, Hissa Abrahão.

Ao fazer dupla com Artur Neto, Rotta também estaria mirando, segundo interlocutores do Radar, numa jogada futura (2018) combinada com Artur que se candidata ao Senado, acreditando na vitória, o que faz de seu vice (Rotta) prefeito de Manaus. Na jogada combinada ainda estaria incluso o senador Eduardo Braga que seria o candidato de Artur Neto ao Governo do Estado em 2018, ou candidato à reeleição, caso Braga venha a assumir o Governo com a cassação de Melo.

E o governador Jose Melo ficaria isolado politicamente e perderia um de seus principais estrategistas contra a sua cassação, Artur Neto. Com essa união Artur-Rotta, Melo também leva o troco de Braga por não o ter apoiado ao Governo como Braga diz que estava combinado e ainda por ter fraudado às eleições – quem disse isso foi o TRE, tá gente? Já Artur que também andava às turras com o governador alegando falta de apoio e se sentido prejudicado com as ações desastrosas da administração estadual,  também dá um passa fora no governador.

Mas, se Melo levou um “bypass”, tem gente que levou um capote estrondoso. Esse é o caso de Josué Neto, o pretenso vice de Artur Neto desde as eleições passadas e agora descartado do jogo e Pauderney Avelino, o cara do “Fora Dilma” e que nas eleições passadas também foi “Fora Braga”. Mas o capote federal mesmo ficou para o senador Omar Aziz que se achava o dono do jogo desde as eleições passadas quando abandonou Braga e decidiu apoiar Melo, sempre mexendo as peças no tabuleiro eleitoral, e se considerando o mentor da campanha à reeleição de Artur Neto. Braga e Amazonino deram nem sei quantos “galos” – lance no dominó que significa cinquenta pontos – um atrás do outro em Omar que teria ficado tonto, num primeiro momento, mas depois ensandecido, chamou seus aliados como os também “capoteados” Josué Neto e Pauderney Avelino para traçar uma ofensiva no jogo. Agora é esperar o próximo lance.

E quanto a Amazonino, o que ele ganhou nisso? Como sempre mostrou que é o mestre na arte do jogo político (Any Margareth)