Artur Neto diz que teve de modificar as “estruturas esclerosadas” de administração pública

“Temos grandes conquistas em todos os setores, mas posso afirmar que a maior delas, foi colocar a administração pública na plena regularidade, normalidade”. Essa foi uma das declarações feita, quase ao final de sua Mensagem Anual, pelo Chefe do Executivo municipal, Artur Neto (PSDB), na manhã desta segunda-feira (15), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ao se reportar sobre as dificuldades encontradas para administrar Manaus, após ter sido eleito. Assim como terminou o discurso, o prefeito também começou, dizendo que teve que enfrentar “estruturas esclerosadas de administração pública” – será que estava falando de Serafim Correa ou de Amazonino Mendes?

Como de costume, o prefeito destacou a crise econômica citando tão somente percentuais do ano passado (2015), como “queda de 8,7% em recursos próprios, 12% na cota-parte de ICMS”, e ainda contando com “pouco ou quase nada de recurso federal” – meias palavras pra dizer que a culpa é da Dilma!

Mas, em várias partes de seu discurso, o prefeito só faltou dizer que a estrutura administrativa da Prefeitura de Manaus era mais antiga que o homem das cavernas. Uma desses exemplos é o que ele disse sobre a secretaria municipal de Finanças (Semef), a “menina dos olhos” do ex-prefeito, economista Serafim Corrêa (PSB), que em sua gestão afirmou ter diminuído a burocracia e feito o avanço tecnológico na área de finanças da prefeitura. “Hoje a Semef trocou a Idade da Pedra – só faltou dizer se era idade da pedra lascada ou polida – pelo século XXI”, caracterizou Artur Neto. (Any Margareth)