As lambanças da corte do rei Artur

Cavaleiro

Desde sábado, quando aconteceu a convenção nacional do PSDB que a gente vê lambança dos “notáveis” que compõem o séquito do prefeito Artur Neto. São verdadeiras “odes” (composições poéticas que surgiram na Grécia antiga), sobre a participação do prefeito na grande reunião tucana. Textos poéticos (que só faltavam ter o som de uma lira como existia no tempo antigo) sobre o discurso do nosso chefe do Executivo diante dos maiores líderes nacionais da sigla de como o PSDB não tem visto um país como um todo, como tem nos tratado como mera periferia nacional (ou seria melhor dizer periferia de São Paulo), como tem que respeitar os modelos que garantiram algum desenvolvimento para os Estados do Norte e Nordeste, como no caso do Amazonas e sua ZFM, e etc,etc,etc. A última, ontem, veio da parte de um vereador aliado do pre feito, declarando que “o prefeito pautou os discursos feitos pelas lideranças tucanas na convenção do partido”. Nossa! Isso é maravilhoso! Mas, será que dá pra esses caras de SP passarem do discurso para a prática e nos deixarem em paz! Se os discursos deles foram “pautados” pelas declarações do nosso “alcaide”, então eles conseguiram enxergar que têm dado tratamento desigual e injusto ao Amazonas, e nas próximas votações que envolvem a ZFM vão parar de tramar contra o Amazonas e votar contra a ZFM? É isso? Porque se não for, é melhor parar de fazer lambança porque a gente aqui nessa terra sabe muito bem identificar pavulagem!

Revolta da “periferia”

Mais uma verdade seja dita (e foi) no discurso do prefeito de Manaus, Artur Neto, durante a convenção nacional do PSDB: “Para o PSDB conseguir vencer (para presidente da República) tem que entender o País”. Dito e feito, já que o PSDB tem sido, eleição após eleição, derrotado para a Presidência da República, achando que pode ganhar apenas com os votos de Estados do sul e do sudeste do País, e esquecendo dessa nossa “periferia” (como eles nos tratam) aqui do norte e do nordeste. Ledo engano, porque o povo aqui da periferia quando toma nojo…..dá o troco!

Ele contou pro Melo? E pro Omar?

O vereador Marcelo Serafim (PSB) ocupou ontem a tribuna da CMM pra anunciar que estava entrando com repesentação no Ministério Público de Contas (MPC) contra o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, que criou 280 cargos comissionados pra abrigar (e logicamente pagar com dinheiro público) líderes comunitários de Coari, seus “cabos eleitorais”.  O parlamentar não poupou adjetivos pouco elogiosos ao “alcaide” daquela cidade, como por exemplo, “chefe de quadrilha”. E, aqui no Radar, veio logo a mente dessas cabeças pensantes: “Será que o vereador conversou sobre isso com o vice-governador José Melo, que esteve num jantar em sua casa(e posou pras fotos ao seu lado), no sábado passado? Afinal, Melo foi, em eleições um dos principais apoiadores do então candidato Adail Pinheiro, inclusive era ele que ia representar o Governo do Estado nos eventos de Adail na eleição do ano passado. Ele também não reclamou para o governador o que está contecendo em Coari? Porque, enquanto Adail Pinheiro, gasta dinheiro público com a contratação de “cabos eleitorais”, o governador, acompanhado entre outros de José Melo e Rebeca Garcia, deu um “presentinho” no valor de R$ 74 milhões em investimento com os recursos do Estado para o tão “em dificuldades financeiras” Adail Pinheiro. Influente, né, esse chefe de quadrilha?

Sumiu a carteira

Outro adjetivo usado pelo vereador Marcelo Serafim para caracterizar Adail Pinheiro foi “batedor de carteira”. Será que isso foi experiência própria? Ou quem “dançou” na carteira quando este perto do Adail. Aaaaah, conta, Marcelo, conta!