As laranjas do PSL que só nascem em Pernambuco e não em Minas Gerais

As vezes me dá até raiva de ver como uma parcela significativa da população do meu País se deixa manipular por um homenzinho meio tantan, que mal sabe falar direito, que não consegue sequer ter raciocínio lógico ou verbalizar o que pensa sem falar um monte de besteira sem nexo. E vejo se desenrolar diante dos meus olhos mais um show bizarro de enganação pública.

Há quem acredite piamente – e não é pouca gente não! – que as investigações da Polícia Federal para apurar a existência de candidaturas “laranjas” no PSL, partido do presidente, com o intuito de desviar dinheiro do fundo partidário, estão sendo feitas sem proteger quem quer que seja e nem prejudicar ninguém, com total isenção e buscando tão somente a Justiça.

Como não acredito nem em Papai Noel e nem coelhinho da Páscoa, lembro que não há como não achar estranho que a Operação Guinhol -referência a uma marionete – tenha como alvo o presidente do PSL, o deputado federal, Luciano Bivar, que andava em pé de guerra com o presidente Jair Bolsonaro, mas passe ao largo do ministro do Turismo, Álvaro Antônio.

O ministro foi indiciado pela PF e denunciado pelo Ministério Público por crimes que teria cometido nesse esquema de candidaturas laranjas, mas foi mantido no governo pelo presidente Messias Bolsonaro. Uma planilha que está na PF e um depoimento, levam a crer que os recursos desse esquema de candidaturas laranjas foram parar, por meio de caixa 2, nas campanhas de Bolsonaro e do seu ministro do Turismo.

Mas, as diligências da Operação Guinhol não foram no PSL de Minas Gerais do ministro Álvaro Antônio. O destino foi tão somente Pernambuco, coincidentemente um daqueles Estados que o presidente Messias Bolsonaro diz ser de “paraíbas”. Até parece que não nasceram “laranjas” em Minas Gerais, mesmo o MP e a PF dizendo que tinha o maior laranjal por aquelas bandas.

E enquanto tudo isso acontece, o herói nacional e ministro da Justiça, Sérgio Moro comeu abiu e sumiu! E Bolsonaro vai conseguindo seu intento de defenestrar o presidente do PSL e desmoralizá-lo publicamente e assim conseguir por a mão nos milhões do fundo partidário.