As mil e uma aprontações do Belão pra tentar ser presidente pela quarta vez

O deputado Belarmino Lins (PP), mais conhecido como Belão, eleito para seu oitavo mandato de deputado estadual, segundo notícias que têm chegado ao Radar, está aprontando mil e uma peripécias políticas pra ver se consegue reunir os votos necessários para ocupar pela quarta vez a presidência da Assembleia Legislativa do Estado.

Para tal intento, Belão tem tomado medidas drásticas e nada inovadoras. Tem apelado para os caciques políticos na intenção que eles imponham sua candidatura à presidência aos deputados dos partidos que têm assento no Parlamento estadual.

E, foi assim, que Belão achou que fazendo um acordo com as lideranças do PR no Estado, Alfredo Nascimento e Marcelo Ramos, conseguiria ter o voto dos dois deputados estaduais eleitos pela sigla: Cabo Maciel e Joana D’arc. Mas, tanto Alfredo quando Marcelo deram um passa fora no Belão.

“Eles disseram que os dois deputados já manifestaram votos para outro candidato (Josué Neto) e que eles vão respeitar a decisão dos parlamentares do partido”, conta fonte do Radar.

E pra onde Belão tentar correr, ele é brecado pelos novos tempos onde as decisões passam pelo convencimento e não pela imposição. Ele tentou fechar questão também com a presidente do PV, Eliane Ferreira da Silva, para garantir o voto dos recém-eleitos Roberto Cidade, Fausto Junior e Carlinhos Bessa, mas não deu certo de novo pelos mesmos motivos apontados por Alfredo Nascimento e Marcelo Ramos. Eliane definiu que não pode impor sua vontade aos deputados eleitos pelo partido.

Somente Francisco Garcia, presidente regional do PP, partido do próprio Belarmino Lins, teria dito que conseguiria entregar o partido de “porteira fechada” com os votos certos de Álvaro Campelo, Dermilson Chagas e Mayara Pinheiro em favor de mais um mandato de Belão na presidência.

Só que Garcia esqueceu de combinar com os parlamentares do partido porque Dermilson Chagas tem se posicionado pelos veículos de comunicação como candidato à presidência da Casa Legislativa, ou seja, adversário do Belão e, no caso de  Mayara Pinheiro, ela tem demonstrado claramente sua proximidade com Josué Neto.

Antipática e ilegal

E tem algo nas táticas do Belão que tem deixado seus colegas de Parlamento cada vez mais insatisfeitos com sua prática, já que a busca de fechar com partidos deixa entender uma possível acusação de infidelidade partidária caso o parlamentar não vote na indicação da sigla.

Só que, além de antipática, é ilegal a acusação de infidelidade partidária no caso de eleições para Mesas Diretoras das Casas Legislativas. Isso ficou bem claro na decisão da Justiça no caso dos vereadores Professor Samuel e Professora Jaqueline que enfrentaram pedido de cassação de mandato por parte do PPS ao decidirem votar no então candidato à presidência da Câmara, Wilker Barreto (PHS).

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) se baseou em jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para considerar que a votação para escolha da Mesa Diretora dos Parlamentos é uma decisão individual dos deputados eleitos e não pode ser uma imposição partidária.